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Acidente no Terreiro do Paço. Catamarã terá embatido no cais a velocidade “excessiva”

25 de Janeiro de 2017 12:46
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Acidente no Terreiro do Paço. Catamarã terá embatido no cais a velocidade “excessiva”

Ao chegar ao cais do Terreiro do Paço, em Lisboa, o nevoeiro adensa-se. Terá sido também essa neblina que contribuiu para que esta manhã, pelas 8h30, o catamarã Antero de Quental, da Soflusa, embatesse contra o cais quando estava a atracar no cais Sul/Sueste.

O balanço final aponta para 34 feridos ligeiros, dos quais 32 são mulheres e dois homens, que foram reencaminhados por precaução para o Hospital de Santa Maria, Hospital de S. José, São Francisco de Xavier e Maternidade Alfredo da Costa. A embarcação não terá ficado danificada.

O comandante da embarcação já foi ouvido pelas autoridades marítimas, garante aos jornalistas o comandante do Porto de Lisboa, José Isabel. E, embora ainda seja cedo para se falar em erro humano, “para a manobra e proximidade a que se encontrava do cais”, a velocidade “terá sido excessiva” e “não seria a mais adequada”.

Também esta manhã, em declarações aos jornalistas, o presidente do conselho de administração da Transtejo e da Soflusa, José Bagarrão, anunciara a abertura de um inquérito interno para investigar o sucedido.

A situação já foi entretanto normalizada e a embarcação (que transportava os 561 passageiros) retirada do local para poder permitir que os dois cais fiquem operacionais.

O comandante do Porto de Lisboa elogiou a “coordenação excelente” entre as várias forças presentes no local: autoridades marítimas, Sapadores de Bombeiros de Lisboa e Bombeiros Voluntários de Lisboa, Proteção Civil municipal, INEM.

No cais do Terreiro do Paço a normalidade voltou. As autoridades marítimas e os bombeiros desmobilizaram, passageiros provenientes de várias embarcações continuam a sair de a entrar. Junto ao rio, o ruído do cais. E não há Antero de Quental à vista (a embarcação foi entretanto retirada para permitir que o cais ficasse novamente operacional).

“Comecei a ver os feridos a chegar [à zona das bilheteiras], ambulâncias, bombeiros...”, conta ao Expresso, enquanto continua o seu trabalho. “Mas não vi o acidente, nem ouvi qualquer ruído. O cais é mais afastado desta zona de entrada.”

Fonte: expresso.sapo.pt

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