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Alameda 8 de Espinho vai ter estacionamento para 500 viaturas

4 de Outubro de 2017 10:31
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A alameda de Espinho que ficou desocupada após o enterramento da linha ferroviária em 2008 está em obras e a prioridade é que a construção do parque de estacionamento subterrâneo não afete a próxima época balnear.

Segundo disse à Lusa o vice-presidente da autarquia, Vicente Pinto, essa infraestrutura terá capacidade para acolher 500 viaturas e envolve "a intervenção tecnicamente mais exigente" de todas as que estão previstas no âmbito da requalificação da superfície do canal ferroviário.

"Na prática, o parque de estacionamento vai ser uma rua por baixo de outra rua, num túnel paralelo ao do comboio", explicou o autarca, adiantando que "vai ter 900 metros de comprimento entre a Rua 17 e a 35, uma entrada em cada extremo e dois sentidos de circulação, com os lugares de estacionamento dispostos de um lado e do outro".

Vicente Pinto admitiu que o parque poderá não ficar 100% concluído a tempo da próxima época balnear porque a sua construção está "muito dependente das condições do tempo e da intervenção de outras entidades, no que se refere à reconfiguração das redes de eletricidade, água e gás", mas garante que se está "a acelerar o processo", para que os cortes de trânsito daí resultantes "causem o menor transtorno possível à zona comercial na envolvente".

Em paralelo à construção do novo aparcamento subterrâneo de Espinho, deverá avançar também a repavimentação da alameda existente sobre a linha férrea, a criação das suas áreas ajardinadas e a instalação de uma passagem pedonal superior na Rua 5, para facilitar a circulação entre a parte nascente da cidade e a zona das praias.

Outros edifícios que também deverão começar a construir-se enquanto decorre a empreitada do parque de estacionamento são o "welcome center" de Espinho, a criar na zona da alameda que confina com a Rua 23, e a praça multiúsos, anunciada como o novo palco de eventos da cidade, na zona entre as ruas 35 e 37.

"Temos ainda que construir a plataforma intermodal de transportes públicos, que ficará situada entre a estação de comboios principal e a estação do Vouguinha, para ajudar a maior mobilidade entre diferentes meios de deslocação", refere Vicente Pinto.

A execução global de todas as intervenções destinadas a requalificar a alameda onde antes circulavam os comboios da Linha do Norte tem um prazo de três anos e, segundo o vice-presidente da autarquia, implica "uma gestão monstruosa" de recursos humanos por parte da empresa responsável pela obra - a construtora ABB - e os respetivos subempreiteiros.

"Mas dizem-nos que é possível acabar tudo em menos tempo, portanto estamos a negociar com a empresa para tentar terminar tudo em dois anos", conclui Vicente Pinto.

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Fonte: jn.pt

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