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Alunos portugueses do 4.º ano estão piores na leitura

5 de Dezembro de 2017 12:27
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Uma avaliação internacional revelou que os alunos portugueses do 4º ano estão piores na literacia da leitura. A descida de onze pontos nos resultados face a 2011 fez Portugal cair da 19ª para a 30ª posição entre 50 países.

De acordo com o relatório PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study), promovido pela organização não-governamental IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement), Portugal foi o segundo país que mais desceu desde a avaliação feita em 2011. Só o Irão deu uma queda maior e o pior desempenho das raparigas contribuiu para o trambolhão dos alunos portugueses.

Os alunos portugueses do 4.º ano conseguiram um resultado de 528 pontos (numa escala de 300 a 700 pontos, sendo a média de 500). Uma classificação ainda assim acima da média, mas a descida de 13 pontos em relação aos 541 pontos alcançados em 2011 fez Portugal cair da 19.ª para a 30.ª posição entre os 50 países avaliados.

Os testes PIRLS pretendem diagnosticar o nível da literacia literária e as fragilidades dos alunos comparando os seus desempenhos. Rússia e Singapura conseguiram os resultados mais elevados, com mais de um quarto dos alunos a alcançar o nível mais elevado da escala - ou seja, a demonstrarem conseguir interpretar, relacionar e analisar informação de textos literários e informativos, relativamente complexos. Em Portugal, apenas 7% dos alunos atingiu este nível.

Estes resultados contrastam com os alcançados pelos alunos do 4.º ano, em 2015, na avaliação TIMMS à literacia Matemática em que os alunos portugueses foram os que mais progrediram.

O relatório sublinha que a frequência do ensino pré-escolar e do papel da família em estimular as crianças para a leitura antes de saberem ler, atividades determinantes para gerar futuros bons alunos e bons leitores.

Os testes PIRLS realizaram-se em Portugal em fevereiro de 2016 em 220 escolas por 5324 alunos do 4º ano. A nível internacional participaram 320 mil estudantes e 12 mil escolas.

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Fonte: jn.pt

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