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Argentina. Despenalização do aborto rejeitada

9 de Agosto de 2018 11:49
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Argentina. Despenalização do aborto rejeitada

O projeto de despenalização do aborto voluntário até à 14ª semana foi rejeitado pelo Senado. Apesar da decisão, muitas mulheres disseram acreditar que o aborto ainda vai ser legalizado.

Dos 71 legisladores do Senado, 38 votaram contra e 31 votaram a favor. O debate demorou cerca de 15 horas.

De acordo com o Guardian, a “pressão da igreja católica impediu a aprovação”, segundo ativistas do sexo feminino que apoiaram o projeto-lei.

Nascido na Argentina, o Papa Francisco não escondeu a oposição ao projeto-lei. Ainda de acordo com o jornal britânico, o Papa pediu a legisladores anti-aborto que “pressionassem os colegas a rejeitar o projeto”.

“A Igreja pressionou os senadores a votarem contra o projeto”, disse Ana Correa, membro do movimento feminista NiUnaMenos (Nenhuma mulher a menos).

A rejeição do projeto-lei significa que o aborto é apenas legal caso a vida ou a saúde da mulher estejam em perigo, ou em casos de violação.

Nariela Belski, diretora da Amnistia Internacional da Argentina, disse ao jornal britânico que numa pesquisa feita este ano cerca de “60% das pessoas apoiavam a lei do aborto”.

“Sou otimista. Não foi aprovado hoje, mas amanhã é outro dia. Isto ainda não acabou”, disse Natalia Carol, de 23 anos.

Victoria Osuna, de 32 anos, ativista anti-aborto, disse à Reuters: “A votação mostrou que a Argentina ainda é um país que representa os valores da família”.

Fonte: rtp.pt

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