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As páginas com "piadas picantes" que Anne Frank escondeu da família

16 de Maio de 2018 12:08
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Foram reveladas duas novas páginas do diário de Anne Frank. Os documentos inéditos contêm algumas anedotas e os pensamentos da jovem sobre sexo.

O diário da jovem judia, escrito e escondido dos Nazis, é um dos livros mais lidos em todo o mundo. Foi publicado depois da sua morte quando a guerra terminou. As páginas agora reveladas, através de uma técnica de análise de imagens avançada, estavam cobertas com uma espécie de papel pardo, aparentemente para que a família não tivesse acesso a essas passagens.

Ambas as páginas foram escritas a 28 de setembro, de 1942, pouco antes da rapariga, então com 13 anos, se ter escondido das forças Nazis que entraram em Amesterdão, na Holanda. "Vou usar esta página estragada para escrever algumas piadas picantes", anotou no papel em que aparece um conjunto de frases riscadas.

Nas páginas, Anne escreveu algumas linhas sobre educação sexual e prostituição. "Ela escreveu sobre sexo de uma forma natural", disse, citado pela "BBC", Ronald Leopold, do museu da Casa de Anne Frank, em Amesterdão. "Como qualquer adolescente, ela está curiosa sobre o assunto", explicou.

A mesma ideia foi partilhada por Frank van Vree, diretor do instituto Niod, que ajudou a analisar as imagens fotografadas em 2016. "Quem ler estas passagens vai ter dificuldades em segurar uma gargalhada", admitiu.

"Sabem porque é que as meninas da Wehrmacht - as Forças Armadas da Alemanha Nazi - estão na Holanda? Para servirem de colchões para os soldados", escreveu a jovem.

De acordo com o museu, esta não é a primeira vez que são confrontados com este tipo de escrita por parte da jovem. Questionados sobre a publicação das passagens que Anne queria manter secretas, o museu refere que o livro tem um grande interesse académico e que a publicação destes trechos"não altera a imagem da jovem".

Anne Frank viveu escondida durante dois anos até que foi descoberta pelos soldados Nazis. A jovem morreu em 1945 o seu diário foi publicado pelo pai, em 1947.

Fonte: jn.pt

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