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BE confronta Costa com "salários milionários inaceitáveis"

19 de Outubro de 2016 16:16
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A coordenadora do BE, Catarina Martins, reiterou que é “simplesmente inaceitável” os salários “milionários” dos gestores da CGD, mas disse que não discute “como a direita” se o presidente do banco público deve ganhar “quatro ou cinco” vezes mais do que o primeiro-ministro.

A declaração inflamada surgiu durante o debate com o primeiro-ministro sobre a preparação do Conselho Europeu. Catarina Martins sugeriu que a bancada irá voltar a trazer o tema à Assembleia da República porque “o assunto não está encerrado”. É que o BE tem um projecto de lei sobre a limitação dos salários dos gestores públicos. A questão virá mesmo ao Parlamento pela mão do PSD.

Perante os apartes que se tinham ouvido da bancada do PSD, Jerónimo de Sousa veio em socorro das propostas do seu partido e atacou a bancada em frente. "Foi hoje discutida na Comissão de Orçamento e Finanças uma proposta do PCP visando limitar os salários dos gestores públicos ao do primeiro-ministro. Resultado? PSD e PS votaram contra, permitindo assim o farto aumento de salários e privilégios", acusou o líder comunista. E pediu: "No mínimo tenham cuidado, vejam o que se passou na comissão antes de mandarem esses apartes."

O social-democrata Duarte Pacheco considera “inaceitável” as remunerações da CGD quando o banco precisa dos “impostos dos portugueses”, referindo-se ao processo de recapitalização. “É uma vergonha”, afirmou, aos jornalistas, no Parlamento. O deputado disse recusar entrar numa “demagogia fácil”, mas adiantou que a bancada vai propor uma alteração ao Estatuto do Gestor Público. O PSD votou, esta manhã em comissão, contra uma proposta do PCP que limitava os salários dos gestores públicos – com tecto máximo a 90% do vencimento do Presidente da República – e essa posição mereceu uma crítica por parte do CDS-PP.

Os centristas acusam os partidos da esquerda e também o PSD de nada fazerem, para deixar tudo na mesma. “Seja o PCP e o BE a arranjarem desculpas para fazerem o favor do PS, quer o PSD a votar contra [a proposta comunista], todos permitiram que os gestores da Caixa continuem sem limites ao salário e sem regras”, afirmou a vice-presidente do CDS, Cecília Meireles. A deputada lembrou que “se a apreciação parlamentar do PSD e CDS [à excepção dos administradores da CGD ao estatuto dos gestores públicos] tivesse sido aprovada pela esquerda o problema já estava resolvido”.

Fonte: publico.pt

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