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Catalunha: Ex-presidente Carles Puigdemont regressa à Bélgica este fim-de-semana

25 de Julho de 2018 12:40
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O ex-presidente do Governo catalão, Carles Puigdemont, regressa à Bélgica este fim de semana para continuar a lutar pela independência da Catalunha, depois de a Justiça espanhola ter renunciado a pedir a sua extradição, anunciou hoje em Berlim.

"Este fim de semana vou regressar à Bélgica", disse o líder independentista numa conferência de imprensa, acrescentando que a sua atividade política se fará a partir desse país.

Na mesma intervenção, Puigdemont indicou que os deputados do seu Partido Democrático Europeu Catalão com assento no parlamento de Madrid irão manter o seu apoio ao Governo socialista liderado por Pedro Sánchez sempre que o executivo espanhol "corresponda".

"O senhor Sánchez teve o apoio do nosso grupo parlamentar para ser eleito e o que é normal é que alguém que receba os votos corresponda. Enquanto isso for assim, não vejo nenhum sentido para mudar a intenção de voto", declarou Puigdemont.

O Tribunal Supremo espanhol decidiu na semana passada cancelar o mandado europeu de detenção do ex-presidente do Governo catalão Carles Puigdemont, recusando-se a julgar o independentista em fuga apenas pelo alegado delito de peculato e não pelo de rebelião.

O cancelamento do mandado europeu de detenção significa que Puigdemont vai continuar em liberdade, mas não poderá regressar durante 20 anos a Espanha, onde seria imediatamente detido para responder pelo crime de rebelião, que só prescreve passado este período.

O crime de rebelião pode levar, em Espanha, a uma pena máxima de 30 anos de prisão, enquanto o de peculato é punido com 12 anos.

No final da fase de instrução, o Supremo espanhol 25 pessoas de alegados delitos de rebelião, sedição e/ou peculato pelo seu envolvimento na tentativa falhada em 2017 de separar a Catalunha da Espanha através da criação de uma República independente.

Puigdemont fugiu de Espanha depois de Madrid ter decidido, em 27 de outubro de 2017, intervir na Catalunha na sequência da tentativa de secessão.

O ex-presidente do executivo catalão fugiu inicialmente para a Bélgica, mas foi detido este ano pela polícia alemã quando regressava de carro de uma conferência em que participou na Finlândia.

Pedro Sánchez tornou-se primeiro-ministro depois de o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ter aprovado no parlamento, em 01 de junho último, uma moção de censura contra o executivo do Partido Popular (direita) com o apoio do Unidos Podemos (extrema-esquerda) e uma série de partidos mais pequenos, entre eles os nacionalistas bascos e os independentistas catalães.

Fonte: ojogo.pt

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