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Clássico para quebrar o enguiço ou para voltar a usar o salão de festas

7 de Outubro de 2018 14:51
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F. C. Porto é a equipa que mais ganha ao Benfica em jogos na Luz. Rui Vitória não bate os dragões desde que treina a equipa lisboeta.

Nunca é tarde nem é cedo para vencer um clássico e, apesar de o Benfica-F. C. Porto desta época chegar logo à sétima jornada, o embate desta tarde possui todos os condimentos necessários para aquecer o ambiente no Estádio da Luz. E se mais fosse preciso, o eventual vencedor salta para a liderança do campeonato.

Ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, desta vez são os dragões que entram à frente das águias na tabela (não sucedia desde 2010/11), embora não liderem a Liga, num estádio onde estão habituados a conseguir bons resultados. Consultados os registos históricos, a vitória da temporada passada, que abriu caminho ao título azul e branco, tornou o F. C. Porto o clube com mais vitórias fora sobre o Benfica (16 contra 15 do Sporting) e o único em Portugal com registo positivo nas deslocação ao reduto das águias - em 84 partidas do campeonato, soma ainda 26 empates, o que significa que não perdeu 50% dos jogos como visitante.

É a utilização desse "salão de festas", expressão que os adeptos portistas passaram a utilizar para descrever o Estádio da Luz, que o Benfica quererá evitar a todo o custo. Em especial, Rui Vitória, que nunca ganhou ao F. C. Porto desde que é treinador da equipa lisboeta: em seis clássicos com o rival da Invicta, o técnico ribatejano empatou três e perdeu outros três, sendo que duas dessas derrotas foram em casa.

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Separadas por um ponto na classificação, mas ainda com 27 jornadas por disputar depois do jogo de hoje, as duas equipas não o encaram como decisivo, conforme foi dito ontem pelos treinadores. Ambas vêm de bons resultados na Liga dos Campeões e ambas têm baixas a lamentar, em setores diferentes do terreno. Para Vitória, os problemas maiores residem no eixo da defesa, pois não pode contar com dois centrais (Jardel está lesionado e Conti castigado, o que deve abrir caminho a uma dupla formada por Rúben Dias e Lema), enquanto Sérgio Conceição terá de lidar com a ausência de Aboubakar, tendo ficado no sábado sem outra solução para o ataque, pois Hernâni também se lesionou (rotura nos adutores).

Apesar de já poder utilizar Soares, que ficou de fora na partida com o Galatasaray por não estar inscrito na Champions, não é certo que o técnico portista o vá fazer hoje. Essa é mesmo a grande dúvida no onze do F. C. Porto: jogará o brasileiro ao lado de Marega no ataque ou o maliano alinhará como único avançado?

Em 84 jogos do campeonato entre Benfica e F. C. Porto, em Lisboa, houve 42 vitórias das águias, 16 dos dragões e 26 empates.

O Benfica não ganha em casa ao F. C. Porto desde a época 2013/14, a primeira do ciclo de títulos travado em 2017/18.

15 jogos no novo Estádio da Luz, registando-se seis vitórias do F. C. Porto, três do Benfica e ainda seis empates.

Jonas é exceção: No Benfica, só Jonas já marcou ao F. C. Porto em duelos da Liga. Pizzi fez três golos num jogo no Dragão, mas estava no Paços de Ferreira.

Trio a marcar: O lateral uruguaio é também um dos jogadores do plantel portista que já marcaram no clássico. Os outros são Herrera e Aboubakar.

O eterno Maxi: O jogador é o único que estará este domingo em ação com passado nos dois rivais. Joga no F. C. Porto desde 2015, depois de oito épocas no Benfica.

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Fonte: jn.pt

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