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Dívida tarifária da eletricidade vai cair para mínimo de seis anos

13 de Outubro de 2017 20:41
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Dívida tarifária da eletricidade vai cair para mínimo de seis anos

As tarifas de eletricidade que os portugueses vão pagar em 2018 irão acomodar 744 milhões de euros de amortização de dívida tarifária, que permitirá diminuir o stock de dívida do sistema elétrico para o valor mais baixo desde 2012

A redução das tarifas de eletricidade em 2018, anunciada esta sexta-feira pela ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos é um facto raro: durante anos os portugueses habituaram-se a receber em meados de outubro a notícia de que em janeiro os preços voltariam a subir. Mas com a notícia de redução de 0,2% desta sexta-feira veio um outro fator relevante para o país: a dívida tarifária do sistema elétrico irá no próximo ano encolher 744 milhões de euros.

Segundo as contas da ERSE, o stock previsto para a dívida tarifária da eletricidade baixará de 4.397 milhões de euros previstos para o final de 2017 para 3.653 milhões no final de 2018. É preciso recuar a 2012, quando a dívida tarifária estava nos 2.854 milhões, para encontrar um valor mais baixo.

A forte redução que a ERSE prevê para 2018 é maior do que a soma das amortizações de dívida de 2016 (362 milhões de euros) e de 2017 (321 milhões).

E o esforço de redução da dívida é possível porque do lado dos custos previstos para o sistema elétrico em 2018 há uma redução dos custos de interesse geral e da política energética, que veio permitir uma redução das tarifas de uso das redes.

Por outro lado, o sobrecusto da produção do regime especial (PRE) cai significativamente no próximo ano, fruto da redução dos custos da cogeração, e de um menor diferencial do custo das fontes renováveis face ao preço grossista de referência, que está a aumentar.

Outra rubrica que permite aliviar os encargos do sistema elétrico é a dos Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), cujos encargos para os consumidores de eletricidade baixam cerca de 165 milhões de euros no próximo ano.

Fonte: expresso.sapo.pt

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