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Eleições presidenciais: Macron apela a “uma França forte numa Europa que a proteja”. Siga em direto

23 de Abril de 2017 21:15
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Eleições presidenciais: Macron apela a “uma França forte numa Europa que a proteja”. Siga em direto

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A mesma informação adianta ainda que estão contados 84% dos votos e que o candidato conservador Francois Fillon surge em terceiro lugar com 19,7% dos votos, seguido por Jean-Luc Melenchon (esquerda), com 19,1 %.

Estão ainda a faltar os votos dos grandes centros urbanos, tradicionalmente mais de esquerda.

23h05 - Duas sondagens realizadas esta noite depois de conhecidos os resultados da primeira volta mostram que o centrista pró-europeu Emmanuel Macron derrotará largamente Marine Le Pen na segunda volta das eleições presidenciais, avança a Lusa.

De acordo as projecções realizadas pelo instituto Ipsos – Sopra Steria, na segunda volta Macron terá 62% dos votos e Le Pen ficará com 38%. Já as estimativas do instituto Harris Interactive dão 64% dos votos a Macron e 36% a Le Pen.

22h58 - O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, também já ligou a Macron. Segundo escreveu o seu assessor, Margaritis Schinas, no Twitter, Juncker "felicitou Emmanuel Macron pelo seu resultado na primeira volta e desejou-lhe cboa sorte para a próxima".

22h35 - Também a vice-presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, felicitou Macron no Twitter, mostrando o apoio da Europa ao candidato centrista e não à candidata da extrema direita, Marine Le Pen. "Vejam as bandeiras da França e da Europa congratular-se com o resultado de Emmanuel Macron. É a esperança e o futuro da nossa geração", escreveu.

22h30 - O ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz deixou uma mensagem no Twitter a congratular-se com a vitória de Macron. "Felicito Emmanuel Macron! Mas, é preciso que todos os democratas em França se unem para que a nationalista não se torne presidente", escreveu.

21h45 – No seu discurso de vitória Macron começou por se congratular com a participação eleitoral e saudou os pequenos candidatos um por um, agradecendo o apoio entretanto expresso pelo conservador Fillon e pelo socialista Hamon. Agradeceu também à família, em particular à sua mulher Brigitte.

Politicamente frisou que não pode ser esquecida a derrota das duas forças políticas (Republicanos/UDF/UMP e PSF) que ao longo dos últimos 30 anos se têm alternado no poder. E insistiu na necessidade de “unir os patriotas contra a ameaça nacionalista”.

Para a segunda volta “o desafio não é votar contra quem quer que seja mas romper com um sistema que ao longo dos últimos 30 anos não conseguiu resolver os problemas do país”, disse. Macron começou já a falar no “day after”, ou seja na preparação das eleições legislativas de Junho. “É preciso desde já começar a construir uma maioria de governo e de transformação que tenha novos rostos e onde haverá lugar para todos, venham de onde vierem”.

No discurso multiplicaram-se também as referências à construção europeia e à necessidade de a relançar, segundo a fórmula, “uma França forte numa Europa que a proteja”.

21h05 – O candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon disse aceitar os resultados eleitorais, mas ressalvou que por enquanto só se está a falar de projecções. Fontes da campanha fizeram saber que aguarda os resultados de Paris e doutras grandes cidades ainda a serem contados para se pronunciar politicamente. Apelou à sua base de apoio para que não desmobilize mas recusou-se a avançar com qualquer sugestão de sentido de voto para a segunda volta.

20h57 - Há confrontos entre manifestantes e a polícia em várias cidades francesas, noemadamente em Paris (na foto). São grupos anarquistas e antifascistas que se concentraram perto do Palácio da Bastilha e onde a polícia já disparou gás lacrimogéneo. A maioria das manifestações são anti Marine Le Pan, a candidata de extrema-direita que passou à segunda volta das eleições presidenciais.

20h52 - O ainda presidente francês François Hollande felicitou Macron pela passagem à segunda volta das eleições presidenciais em França, avançou a France Presse, citada pela Lusa. Segundo uma fonte, Hollande terá telefonado a Macron para o felicitar pelos resultados obtidos.

20h15 – Marine Le Pen, que defrontará a segunda volta com Macron, falou em Calais perante os seus apoiantes e destacou o resultado histórico desta noite. "O grande debate vai agora começar. Os franceses têm de aproveitar esta oportunidade histórica", disse (e escreveu também no Twitter). E, citando o discurso do general De Gaulle de 1943 em Casablanca para apelar à união de todos os patriotas, disse "É altura de libertar o povo fracês das elites arrogantes. Eu sou a candidata do povo e apelo que se juntem a mim".

No seu breve discurso, Le Pen enumerou como inimigos a globalização e a dissolução do estado e disse ainda que votar nela à segunda volta seria votar numa França devolvida à sua grandeza. "O que está em causa é a sobrevivência da França", disse.

19h53 - Sucedem-se os anúncios de apoio a Macron. Além dos candidatos derrotados Hamon e Fillon, também o primeiro-ministro francês já veio a público, como aliás já tinha feito anteriormente. "Apelo solenamente ao voto em Emmanuel Macron na segunda volta para que possamos a Frente Nacional e travar o projeto desastroso de Marine Le Pen que iria colocar a França a andar para trás e dividir o povo francês.

Também o ex-primeiro-ministro francês, Manuel Valls, apelou ao voto, escrendo no Twitter: “Assim como na primeira volta, vou votar em Emmanuel Macron”.

19h46 – No seu discurso de derrota o candidato conservador François Fillon, embora apelando aos seus apoiantes para que se mantivessem coesos e fiéis aos seus valores, alertou que, perante um partido extremista e com um historial de violência [a Frente Nacional] “a abstenção não é uma escolha”, apelando expressamente a votar em Macron à segunda volta.

19h38 - Emmanuel Macron fez uma breve declaração à agência de notícias France Presse. "Estamos a virar a página na história da política francesa", disse.

Nota-se que, pela primeira vez na história recente da França - desde o fim de Segunda Guerra Mundial - não passa à segunda volta nenhum dos típicos candidatos que costumavam ganhar as presidenciais, ou seja, os de centro-direita e centro- esquerda.

19h15 – O candidato oficial do Partido Socialista Benoit Hamnon (na foto em cima), que segundo as projecções não irá além dos 6,5%, reconheceu a derrota e apelou ao voto em Macron na segunda volta. “Ainda que Macron não represente a esquerda, temos que saber distinguir entre um adversário político e um inimigo da república [Le Pen]”, disse na sede de campanha perante os seus apoiantes. Antes tinha feito um comentário no Twitter a assumir a derrota e a lamentar não ter conseguido mais.

19h00 - Primeiras projecções apontadas pelas televisões francesas dão Macron como vencedor da primeira volta com cerca de 23%, seguindo-se Marine Le Pen com cerca de 21%. Contudo há indicações de que Fillon, neste momento com 19,5% de projecção, poderia vir a ficar muito próximo da candidata nacionalista, razão pela qual os principais media continuam prudentes na divulgação nas previsões dos resultados das eleições. Estes são os resultados das primeiras sondagens realizadas pela Ipsos-Sopra Steria para a France Télévisions, Radio France para o jornal Le Monde.

18h30 – Segundo uma previsão avançada pela Ipsos para o diário francês “Le Monde” baseada numa mostra representativa de 500 assembleias de voto, a taxa de abstenção nestas eleições deverá cifrar-se em 23%, acima dos valores verificados em 2012.

17h00 - Às 18h00 horas locais (17h00 em Lisboa) fecharam as secções de voto nas circunscrições eleitorais mais pequenas. Nos grandes centros a votação prossegue até às 20h00 (menos uma hora que em Lisboa). Ainda que os resultados respectivos estejam já a ser apurador, por lei a sua divulgação é proibida até o fecho total das urnas.

16h30 - Numa votação até agora sem incidentes, a taxa de participação às 17h00 (hora local) era de 69,42%, abaixo dos 70,59% em 2012 à mesma hora.

14h00 - Algumas centenas de pessoas esperaram, em média, uma hora para votarem na embaixada francesa em Lisboa (na foto), na primeira volta das eleições para a presidência de França, formando uma fila de cerca de 300 metros. A mesma situação de longas filas de espera verificou-se noutros países, como o Canadá e o Reino Unido.

09h30 - Seis mulheres do grupo ultra-feminista Femen manifestaram-se esta manhã em Henin Beaumont, Pas-de-Calais, perto da secção de voto onde meia-hora depois Marine Le Pen, candidata da Frente Nacional iria votar. Como é habitual nas manifestações deste grupo apresentavam-se de tronco nú mas desta vez tinham máscaras caricaturando Putin, Trump e a própria Marine. A polícia deteve as manifestantes e conduziu-as à esquadra local não tendo havido violência.

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Fonte: expresso.sapo.pt

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