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Entre a crise ou ter o CDS do lado do BE e do PCP venha a crise", diz Nuno Melo

12 de Março de 2016 20:15
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Entre a crise ou ter o CDS do lado do BE e do PCP venha a crise", diz Nuno Melo

O vice-presidente do CDS-PP rejeita qualquer diálogo com "este Partido Socialista", mesmo no caso de uma hipotética maioria parlamentar PS/CDS. Diogo Feio rejeita extremar posições.

"Entre uma crise ou ter o CDS do lado do BE e do PCP venha a crise, porque não me terá ao lado do Bloco de Esquerda e do PCP", afirmou Nuno Melo, depois de questionado durante o Congresso, em Gondomar.

Em entrevista à TSF, e lembrando a solução governativa encontrada por António Costa depois das últimas eleições, o dirigente centrista defendeu que, mesmo numa situação de crise política ou em caso de uma possível maioria PSD/CDS, os centristas não devem dar a mão ao Partido Socialista.

"Este PS, tendo perdido as eleições, não quis dialogar à sua direita com o PSD ou com o CDS, e podia tê-lo feito. Claro que a consequência era que António Costa não seria primeiro-ministro, mas isso não significava que o PS não podia ser parte da solução governativa", justificou.

Quanto ao PSD, que admite ser o "parceiro preferencial", Nuno Melo estabelece, no entanto, diferenças.

"Hoje, se se apurar o que o PSD defende, é uma vontade de retornar ao centro, de ocupar o espaço político do centro. Eu acho que o CDS - e é uma opinião minha - deve assumir claramente o espaço político da direita democrática. Tudo isto são diferenças que se devem assumir", afirma.

Ainda assim, e arrumando os centristas neste espaço político, Nuno Melo afirma que "tal não significa que o CDS não dispute e que não tenha muito do eleitorado do centro".

"Nós devemos estar no centro e disputar o centro, não devemos é abandonar a direita democrática", acrescenta.

Em entrevista à TSF, o dirigente considera ainda que o "voto útil acabou", tendo em conta sucedeu desde as últimas eleições, em que, insiste "quem vence não é propriamente nem antecipadamente quem governa".

Em relação ao discurso de Assunção Cristas, durante o Congresso, Nuno Melo considera que se tratou de uma intervenção "rica" e "muito mais substantiva do que assente em frases que pudessem ter o intuito de entusiasmar".

Deixando elogios ao trajeto de Assunção Cristas, que "veio da universidade para a política" salientou ainda existirem diferenças claras entre Paulo Portas e Assunção Cristas: "O pior que o CDS poderia ter nesta altura era uma cópia de um estilo passado".

Ao contrário de Nuno Melo, o antigo líder parlamentar do CDS defende um certo grau de proximidade com o PS, no sentido de influenciar os socialistas: "Aqui e ali, o CDS estará sempre empenhado em aplicar aquelas que são as suas ideias. Nos acordamos com quem vier conversar connosco sobre aquelas que são as nossas ideias e com quem possamos chegar a uma plataforma comum".

Referindo-se ao período de governação da coligação PSD/CDS-PP, Diogo Feio admite que houve "muitas medidas" aplicadas e com as quais o CDS "não concordava", justificando a aceitação dessas medidas com uma "situação de emergência".

Em entrevista à TSF, Diogo Feio lamenta ainda a falta de uma "concertação estratégica" que pudesse ter acolhido, durante os últimos anos, o Partido Socialista: "Temos que tirar ilações e não podemos cometer os mesmos erros".

Sobre a relação com o PSD, sublinha que deve haver um "caminho da autonomia, de forma simples e sem grandes complicações".

E concluiu: "A grande mudança que o CDS deve ter é que deve ser um partido não de nichos , mas de um discurso muitíssimo amplo".

Fonte: tsf.pt

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