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"Por favor, não se culpem", diz viúva de mergulhador aos rapazes

12 de Julho de 2018 11:12
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A viúva do mergulhador que morreu na complexa operação de resgate na gruta na Tailândia escreveu uma carta emocionada em homenagem ao marido, sem esquecer os rapazes que ficaram presos.

Saman Kunan, de 38 anos, antigo mergulhador da Marinha da Tailândia, morreu a 6 de julho, durante os preparativos da complexa missão de resgate do grupo de 12 rapazes, entre os 11 e 17 anos, e o treinador de futebol, de 25 anos, na gruta de Tham Luang. Depois de entregar uma reserva de ar, ficou sem oxigénio para regressar à superfície.

No dia em que foram revelas as primeiras imagens dos jovens a sorrir e acenar na cama do hospital, Valeepoan Kunan quebrou o silêncio e divulgou uma mensagem sentida na rede social Instagram, acompanhada de uma imagem de Saman Kunan a preto e branco. "Sinto a tua falta. Vou amar-te como és do fundo do coração... de agora em diante quando acordar.. quem vou beijar?"

Durante as operações de resgate, acompanhadas a nível global, houve quem considerasse que o treinador da equipa de futebol foi imprudente ao levar os rapazes para o interior da gruta numa época de chuvas. Mas Valeepoan Kunan absolve-os a todos de qualquer responsabilidade na morte do marido. "Quero dizer aos rapazes, por favor não se culpem", afirmou aos jornalistas.

Saman Kunan era praticante de triatlo e gostava muito de desportos de aventura. Deixou a Marinha em 2006, quando começou a trabalhar no aeroporto de Suvarnabhumi. Segundo explicaram alguns membros da Marinha, Saman nunca perdeu a ligação com os colegas e ainda continuava a participar de algumas das atividades da unidade onde tinha estado. Juntou-se às operações na gruta no dia 1 de julho.

O chefe da unidade de crise, Narongsak Osottanakorn, lembrou no final das operações que "Saman Kunan é o verdadeiro herói". "No dia em que morreu toda a equipa ficou abalada" mas não desistiu. "Ele deu a vida por esta missão", acrescentou.

Fonte: jn.pt

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