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Hong Kong proíbe partido separatista numa decisão sem precedentes

24 de Setembro de 2018 6:23
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O partido separatista de Hong Kong foi hoje oficialmente proibido pelo Governo daquela região administrativa chinesa, uma decisão sem precedentes anunciada pelo secretário para a Segurança, John Lee Ka-chiu.

A decisão foi anunciada dez dias após o Partido Nacional de Hong Kong ter contestado a intenção das autoridades em proibir a sua atividade política.

"Em exercício do poder conferido ao secretário para a Segurança (...), eu, por meio deste, ordeno que a operação ou operação continuada do Partido Nacional de Hong Kong em Hong Kong seja proibida", de acordo com uma ordem do Governo publicada hoje e assinada por Lee, informou também o diário South China Morning Post.

Em julho, a polícia recomendou que o partido fosse proibido por representar uma "ameaça iminente à segurança nacional". A força de segurança acusou a organização de fazer planos e de tomar medidas concretas para conseguir a independência de Hong Kong.

O líder do Partido Nacional de Hong Kong, Andy Chan, de 27 anos, disse que não comentaria a proibição por enquanto.

Lee deu inicialmente ao partido 21 dias para contestar por escrito a intenção das autoridades em avançarem com a proibição, acabando por estender o prazo até 14 de setembro.

Este é um passo sem precedentes contra as vozes separatistas. A proibição deverá levantar novas questões sobre a crescente influência de Pequim, mesmo depois de ter sido prometido ao Reino Unido a semi-autonomia de Hong Kong, por altura da transferência da soberania britânica para a China.

O Presidente chinês, Xi Jinping, e outras autoridades chinesas já haviam alertado que a atividade separatista não seria tolerada.

Enormes protestos pró-democracia eclodiram em 2014 em resposta à decisão do Partido Comunista Chinês de manter o direito de pré-selecionar candidatos para a liderança de Hong Kong.

Chan, o líder do Partido Nacional, disse em julho à agência de notícias Associated Press que a polícia o abordou com documentos, nos quais estavam detalhados os seus discursos e atividades desde a formação do partido em 2016.

Chan e outros candidatos pró-independência foram afastados das eleições de 2016 para o Conselho Legislativo de Hong Kong depois de se terem recusado a assinar um documento no qual se comprometeriam a aceitar que Hong Kong é uma parte inalienável da China.

O Partido Nacional de Hong Kong nunca ocupou nenhum assento no Conselho Legislativo.

Fonte: ojogo.pt

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