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Joana Marques Vidal só fala de Tancos nas instâncias próprias

27 de Outubro de 2018 14:53
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Investigação veiculada na sexta-feira à noite pela RTP deu conta de que Marques Vidal terá telefonado a Azeredo Lopes, um dia após o aparecimento das armas roubadas em Tancos.

A ex-procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, recusou confirmar se falou ou não com o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes sobre a actuação da PJ Militar no caso de Tancos, salientando que o fará nas instâncias próprias.

"Não vou confirmar ou infirmar o que uma testemunha prestou ou terá prestado, no âmbito de um inquérito que está em investigação e que está em segredo de justiça. Estou pronta para esclarecer no local próprio, quando me quiserem convocar as entidades com competência para tal", declarou Joana Marques Vidal este sábado à entrada para um almoço em sua homenagem, organizado em Lisboa pela Ordem dos Advogados.

Neste telefonema, de acordo com a RTP, a então Procuradora terá demonstrado desagrado por a PJ Militar continuar a investigar o caso, numa altura em que a investigação já tinha passado para a alçada da Polícia Judiciária.

Por outro lado, o semanário Expresso noticia que o ministro Azeredo Lopes "soube do teor do memorando de Tancos", mas "não percebeu a existência de um encobrimento e não deu importância ao documento".

Tanto o primeiro-ministro, António Costa, como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, negaram na sexta feira ter conhecimento do memorando. O primeiro-ministro disse que não conheceu o memorando sobre o furto de material militar dos paióis de Tancos, "nem através de Azeredo Lopes, nem através de ninguém".

"Nem através de Azeredo Lopes, nem através de ninguém. Não conhecia", afirmou António Costa, em Sintra, questionado por jornalistas se teve conhecimento pelo ex-ministro da Defesa Nacional do memorando sobre o reaparecimento do material militar furtado em Tancos.

Já o Presidente da República insistiu que o caso de Tancos "não se pode esquecer nem se pode minimizar", afirmando-se "o chato do costume", que não desiste de reclamar a necessidade de apuramento dos factos.

"Eu fui o chato do costume, por uma razão muito simples: porque eu sou comandante supremo das Forças Armadas e Presidente da República e ali não era apenas o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa. É alguém que é responsável e que acha que não se pode esquecer nem se pode minimizar [o sucedido em Tancos]", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Fonte: publico.pt

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