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Jovem sobrevivente de massacre promove projeto humanitário

16 de Novembro de 2018 9:18
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Jovem sobrevivente de massacre promove projeto humanitário

O sobrevivente de um atentado de jihadistas dedica-se agora a combater o radicalismo islâmico. Ahmad Nawaz viu a professora ser queimada viva por talibãs que mataram a tiro 132 alunos da escola secundária de Peshawar, incluindo o seu irmão mais novo, Haris, e 18 professores.

Em entrevista exclusiva ao programa de Relações Internacionais da RTP Olhar o Mundo, a emitir este sábado, na RTP3, a partir das 14h20, Ahmad descreve as circunstâncias do ataque e o projeto que promove atualmente contra o extremismo.

Eles têm mais medo das crianças que estudam do que dos governos e exércitos. Sabem que o futuro de uma sociedade está nas escolas, por isso é que nos atacaram”, relatou.

Tudo aconteceu a 16 de dezembro de 2014; seis homens fortemente armados com espingardas Kalashnikov e explosivos entraram a meio da manhã na Escola Pública Militar de Peshawar, no nordeste do Paquistão, e foram de sala em sala, matando a tiro todos os ocupantes das mesmas, até serem eles próprios abatidos por forças governamentais, após mais de cinco horas de sequestro."Se educarmos as gerações mais novas a nossa sociedade será mais forte e menos vulnerável a ser radicalizada".

Ahmad, na altura com 14 anos, escapou por duas vezes, fingindo-se morto após ter sido atingido num braço. Primeiro no grande auditório da escola, onde assistia a uma formação em primeiros-socorros, e depois num balneário atrás do palco, onde se escondeu até pararem os tiros e explosões.

Atualmente radicado no Reino Unido, para onde fugiu com com os pais e um irmão mais novo e foi sujeito a mais de 11 cirurgias (que lhe salvaram o braço), Ahmad concluiu este ano os estudos de nivel secundário, com notas máximas em todas as disciplinas.

Aos 18 anos vai ser um dos oradores de cartaz das próximas Conferências de Estoril, agendadas para maio de 2019.

"Agir é a nossa responsabilidade. Já não é uma opção Se não o fizermos ninguém o fará. Vocês têm muita sorte. Vão à escola sem medo de violência. E as vossas vozes são ouvidas. Isso é um poder. Usem esse poder”.

Fonte: rtp.pt

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