100 mil euros para a Bienal de Arquitetura de Veneza

3 de Dezembro de 2013 13:12

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Ainda sem um espaço para a apresentação da representação portuguesa na Bienal de Veneza, o arquiteto Pedro Campos Costa vai comissariar "Homeland | less Housing more Home"

A Direção-Geral das Artes apresentou esta manhã o projeto que representará Portugal na 14ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza. A participação nacional vai dispor de 100 mil euros para desenvolver "Homeland | less Housing more Home", um projeto no qual será abordado o tema da habitação enquanto elemento essencial e primário da construção urbana e territorial, reflexo social e cultural de quem a habita.

O problema é que Portugal ainda não encontrou um espaço para acolher o projeto. Samuel Rego, diretor da DGArtes, diz que está tudo em aberto, afirmando, no entanto, que a representação nacional ficará instalada nos Giardini e no Arsenale, onde a bienal decorre entre 7 de junho e 23 de novembro de 2014.

"Assumimos que a nossa visibilidade nesta edição da Bienal de Veneza não passará por uma presença no formato tradicional de um país/um pavilhão. Estamos a analisar, inclusive com a própria organização da bienal, diversas opções que se coadunem com este novo conceito. De resto, basta dar o exemplo da última bienal de artes plásticas, que comprova como a ausência de espaço não é obstáculo ao êxito da nossa presença", assegura Samuel Rego. Mas mais pavilhões flutuantes não haverá.

A curadoria será de Pedro Campos Costa, que trabalhará o tema com a associação Trienal de Lisboa. "Espera-se que esta oportunidade seja utilizada para a reivindicação de novos campos de ação e de intervenção efetiva para os arquitetos face ao bloqueio presente em que o exercício da arquitetura se encontra", diz o comissário.

"O desafio da participação portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2014 será apresentar uma reflexão que envolva um reconhecimento alargado ao país e em duas dimensões distintas: um mapeamento da diversidade tipológica habitacional no território português e uma reflexão crítica mas também prospetiva sobre seis temáticas tipológicas - temporária, informal, unifamiliar, coletiva, rural e reabilitação", explica ainda Pedro Campos Costa.

Fonte: expresso.sapo.pt

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