Aguiar-Branco: «Forças Armadas sabem muito bem qual é o seu papel»

22 de Novembro de 2013 15:46

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Aguiar-Branco: «Forças Armadas sabem muito bem qual é o seu papel»

"Eu tenho a certeza que as Forças Armadas sabem muito bem qual é o seu papel na lógica constitucional e em democracia. Têm demonstrado um grande sentido de serviço público e de patriotismo nesta hora difícil que temos atravessado no programa de ajustamento", declarou José Pedro Aguiar-Branco.

O governante respondia aos jornalistas, no Porto Santo, onde esteve a acompanhar o exercício "Lusitano 2013", quando questionado sobre os apelos às Forças Armadas para também saírem à rua, à semelhança do que na quinta-feira fizeram elementos das forças de segurança interna, em Lisboa.

"[As Forças Armadas] têm dado exemplo de estarem na primeira trincheira daquilo que é necessário fazer-se para os ajustamentos que devem dar sustentabilidade às contas públicas portuguesas. As Forças Armadas têm dado o seu exemplo, trabalham num quadro constitucional e num quadro de democracia. Eu estou tranquilo a esse propósito", acrescentou José Pedro Aguiar-Branco.

À pergunta se as Forças Armadas estão em condições de garantir a segurança dos portugueses, na sequência de outros apelos para a população ir para a rua, o ministro da Defesa Nacional respondeu: "Acho que apelar, direta ou indiretamente, ou falar diretamente de violência, não resolve nenhum dos problemas que nós herdámos".

Para Aguiar-Branco, a "democracia tem os seus espaços próprios e é nesses espaços próprios que numa democracia adulta se devem resolver os problemas e, nomeadamente, todos aqueles que este Governo tem tentado resolver de situações muito dolorosas que foram herdadas".

"Estamos a conseguir, os sinais são positivos, mostram que os sacrifícios que têm sido pedidos aos portugueses fazem sentido", referiu, apontando o crescimento económico ou a diminuição do desemprego.

Nesse sentido, o ministro da Defesa considera que a "focalização" nestas matérias é "muito mais importante, muito mais relevante em democracia", reiterando a importância de "consensos" para que o país saia de "forma mais conseguida do programa de ajustamento".

Confrontado se não há descontentamento também nas Forças Armadas à semelhança das forças de segurança interna, Aguiar-Branco salientou: "Como é óbvio, todas as situações que são situações de grandes exigências que têm sido pedidas aos portugueses - a todos - têm a sua zona de descontentamento".

Porém, "devem manifestar-se no sentido crítico em termos daquilo que são as regras da democracia", defendeu.

"Por isso, há o quadro constitucional que diz que há liberdade de expressão, que há liberdade de manifestação e tudo isso deve ser feito dentro das regras democráticas", frisou, adiantando: "Tudo o que seja, depois, ultrapassado em termos daquilo que a nossa própria Constituição prevê, já não é uma situação que podemos aceitar".

Fonte: diariodigital.sapo.pt

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