António Costa. O país não está à espera nem precisa de um Bloco Central

28 de Fevereiro de 2015 12:01

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Depois de Passos Coelho ter admitido em entrevista ao Expresso que não fecha a porta a um Bloco Central com o PS, António Costa foi perentório: "O país não está à espera nem precisa de um bloco central. O país precisa de uma mudança e essa mudança é a alternativa a construir pelo PS", afirmou esta manhã o secretário-geral do PS à chegada de um encontro hegada ao Encontro Nacional de Autarcas Socialistas em Santarém.

Segundo o secretário-geral do PS, o primeiro-ministro veio esclarecer "finalmente" que o PSD sente necessidade de se coligar com o CDS. "Hoje as coisas tornam-se muito mais claras. (...) Mas bem podem unir-se, que nós venceremos", disse.

Na entrevista publicada este sábado pelo Expresso, o primeiro-ministro foi, na visão de António Costa, muito assertivo na sua intenção de prosseguir com a mesma linha política, contrária aos objetivos do partido socialista para o país.

"Li uma entevista que foi um péssimo sinal de resignação para resolver os problemas do desemprego e da pobreza. O primeiro-ministro não tem uma proposta a adotar e ainda esta semana a Comissão Europeia veio chamar a atenção para o efeito devastador na pobreza", acrescentou António Costa, sublinhando que os cortes aos apoios sociais atingiram sobretudo os mais desfavorecidos.

"O primeiro-ministro tem esta concepção de que só há uma política única, mas nós queremos fazer uma política diferente que responda às necessidades do país e dos portugueses. Como é possível aceitar uma posição de resignação perante a Grécia e impávida face ao relatório da Comissão Europeia?", questionou.

"É por isso que temos que fazer mais e melhor. Nós temos propostas, temos medidas e não nos conformamos com a resignação do primeiro-ministro e estamos aqui para construir uma nova alternativa", concluiu.

Questionado sobre as críticas de vários ministros sobre as suas declarações em relação diferença do país em relação a 2011, depois de o líder socialista ter defendido perante investidores chineses que o país está hoje melhor do que há quatro anos, António Costa preferiu remeter-se ao silêncio.

Fonte: expresso.sapo.pt

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