Bruno Maçães acusa oposição de explorar sentimentos xenófobos

27 de Fevereiro de 2015 23:43

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«Os partidos que querem utilizar estes sentimentos para ter ganhos eleitorais são responsáveis pelas suas ações e pelas suas escolhas. Agora, devemos ser diretos e honestos sobre isto: estamos a falar de xenofobia», acusa Bruno Maçães. O secretário de Estado dos Assuntos Europeus diz que, em Portugal, «os partidos da oposição e, sobretudo, os partidos da extrema-esquerda fazem um aproveitamento destes sentimentos». Questionado se inclui o PS nesses partidos da oposição, responde que «nalguns casos, sim».

Bruno Maçães dá o exemplo de uma campanha do Bloco de Esquerda: «Em Portugal, há um partido que acaba de publicar um cartaz apelando a estes sentimentos», referindo-se à utilização da imagem da chanceler alemã, Angela Merkel, ao lado de Passos Coelho, acompanhada da legenda "um governo mais alemão do que o alemão", escrita nas duas línguas. O secretário de Estado considera que «este sentimento contra o estrangeiro, contra o outro, nós contra os outros, contra a Alemanha, contra a Grécia, contra qualquer que seja o país, o despertar destes sentimentos e utilizá-los com fins eleitorais é algo sobre o qual devemos ser muito vigilantes e muito críticos». Flexibilidade para a Grécia Bruno Maçães, que tem sido acusado de hostilizar o governo grego no 'twitter', defende que a Grécia deve poder definir as suas próprias políticas: «Tem de haver margem para os governos com diferentes orientações políticas e ideológicas adaptarem o seu programa de reformas. Há muitos modos de chegar ao mesmo objetivo». O secretário de Estado diz mesmo que «sem esta escolha, a democracia deixa de fazer sentido» e que «uma vez que tivemos eleições - e as eleições são sempre uma quebra com o passado - é evidente que essa quebra tem de ser refletida em novas políticas, desde que elas cumpram os mesmos objetivos». Em relação a uma possível saída da Grécia da zona Euro, Bruno Maçães acredita que não vai acontecer, mas não exclui a possibilidade de «cenários extremos onde essa questão se colocaria».

Fonte: tsf.pt

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