CGD cumpre «folgadamente» rácios exigidos para a banca, diz José de Matos

28 de Novembro de 2013 11:34

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CGD cumpre «folgadamente» rácios exigidos para a banca, diz José de Matos

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a cumprir "folgadamente" os 'rácios' exigidos para a banca e quando concretizar a venda da atividade seguradora atingirá os todos os requisitos de Basileia III, afirmou hoje o presidente do banco público.

"A nossa situação de liquidez é positiva, a de capital também é positiva", disse José de Matos na conferência "Empresas na Caixa", a decorrer em Lisboa, acrescentando que a CGD "está acima" dos mínimos regulamentares.

O presidente da CGD afirmou que o banco está "a cumprir os rácios folgadamente" e explicou que, mesmo com a entrada em vigor das regras de Basileia III (que implicam um aumento das reservas de capital, entre outros critérios), a situação do banco "continua a ser muito confortável, especialmente se concluir a venda dos seguros".

José de Matos considerou que "a rentabilidade do setor [financeiro] é o desafio mais complicado" não só para Portugal, mas para toda a Europa.

O presidente do banco público adiantou que a CGD tem diminuído o financiamento junto do Banco Central Europeu (BCE), mas sublinhou que tem "colateral [garantias] disponível" para recorrer à instituição liderada por Mario Draghi "se houver uma emergência no futuro".

O presidente da CGD salientou ainda que o banco "tinha muito pouca exposição às empresas públicas" antes de 2011, altura em que teve de apoiá-las, "porque o sistema bancário estrangeiro saiu e [esse apoio] era absolutamente crucial do ponto de vista sistémico para garantir a sobrevivência da economia".

Sobre a concessão de empréstimos, José de Matos disse que "a evolução do crédito para as pequenas e médias empresas (PME) vai ser tão boa como para as grandes", sublinhando que não as distingue pelo tamanho, mas sim pela qualidade.

O responsável admitiu, no entanto, que o crédito tem sido direcionado para as empresas que produzem bens transacionáveis, nomeadamente as que apostam nas exportações.

Numa análise à situação macroeconómica, José de Matos disse que o ambiente "ainda é adverso e cheio de desafios", mas reconheceu que a economia está a crescer "mais saudavelmente do que no passado, sustentada nas exportações".

"É a confirmação de que as empresas e os empresários são o elemento mais dinâmico na economia do país e que conseguiram reagir bem e depressa", sustentou.

Para o presidente da CGD os principais problemas da economia são a "inaceitável" taxa de desemprego e as elevadas taxas de juro, que não garantem um "financiamento sustentável".

Fonte: dinheirodigital.sapo.pt

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