Educação. Os chumbos fazem bem ou fazem mal?

27 de Fevereiro de 2015 22:00

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Educação. Os chumbos fazem bem ou fazem mal?

O Conselho Nacional de Educação (CNE) voltou a trazer os chumbos escolares para a primeira linha do debate, com a apresentação do relatório "Retenção Escolar nos Ensinos Básico e Secundário". A discussão está longe de ser nova - começou em 1991, com o ministro da Educação de Cavaco Silva, Roberto Carneiro, e desde essa altura já passou por 13 ministros. Mas nem por isso deixou de ser um problema crónico no país.

Dificuldades de aprendizagem, problemas emocionais, choques culturais e ensino inadequado ou insuficiente - as causas estão identificadas. E a solução está na mão de três intervenientes: as escolas (com professores, psicólogos e assistentes sociais envolvidos), os encarregados de educação e, claro, os alunos. "O que é preciso é que qualquer um deles deixe de olhar para o lado à procura de culpados para esta situação e pense qual é a sua responsabilidade e o que pode melhorar", considera Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).

Se há número de que um director escolar não gosta de falar é das suas taxas de retenção. Mas essa realidade - "acima da média nacional" no agrupamento de escolas de Silves Sul - não preocupa o director. "Os miúdos têm de perceber que o conhecimento é fundamental, não chumbar ninguém é acabar com o ensino em Portugal", defende Carlos Silva. Ele próprio um repetente (por "duas vezes"), não deixou de ter uma "carreira de sucesso" ligado, precisamente, à escola. "É através do fracasso que crescemos", acredita Carlos Silva, defensor acérrimo da "meritocracia".

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Fonte: ionline.pt

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