Mandela foi treinado pela Mossad em uso de armas e sabotagem

20 de Dezembro de 2013 19:41

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Mandela foi treinado pela Mossad em uso de armas e sabotagem

O treino decorreu na Etiópia, quando Mandela viajava por África tentando obter apoio na sua luta contra o apartheid.

Mandela, o pai da nova África do Sul e galardoado com o Prémio Nobel da Paz, liderou a luta contra o apartheid no seu país desde a década de 1950.

Em Janeiro de 1962, fugiu secreta e ilegalmente da África do Sul e visitou vários países africanos, incluindo a Etiópia, Argélia, Egipto e Gana. O seu objectivo era reunir-se com os líderes dos países africanos e angariar apoio financeiro e militar para o clandestino braço armado do Congresso Nacional Africano.

Segundo um documento secreto publicado pelo Haaretz, os serviços secretos israelitas pensaram em fazer de Mandela um espião de Israel na África do Sul e tentaram inspirar-lhe simpatias sionistas.

Na altura, Mandela – cujo nome de código era «Pimpinela Negra» - mostrou um grande interesse por Israel, pelo grupo armado judaico que foi o embrião do futuro exército israelita, o Haganá, e por outros grupos clandestinos israelitas, escreve a Mossad no documento.

Numa carta secreta enviada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, a 11 de Outubro de 1962, a Mossad reconhece que Nelson Mandela foi instruído na prática do judo e no uso de armas de vários tipos.

«Nas conversas que tivemos com ele, manifestou opiniões socialistas e às vezes deu a impressão de tender para o comunismo. Os etíopes (referindo-se aos elementos da Mossad na Etiópia) tentaram torná-lo sionista», lê-se na carta.

Segundo o documento, a Mossad deconhecia o papel de mandela na luta anti-apartheid.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

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