Movimento também quer subir as escadarias da AR

22 de Novembro de 2013 19:03

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Movimento também quer subir as escadarias da AR

Ricardo Monte considera que o facto de os elementos das várias forças de segurança terem conseguido romper as barreiras de protecção mostra que «tiveram um tratamento diferenciado face a outros cidadãos que se têm manifestado» no mesmo local.

Neste sentido, Ricardo Monte «quer que o movimento Que se lixe a troika e outros movimentos sociais ou organizações sindicais» passem a ter o mesmo direito.

Essas organizações e movimentos «não têm como objectivo ir para a Assembleia da República e tomar as escadarias» refere, contudo, Ricardo Monte ao falar aos microfones da emissora. «Achamos que artificialmente estão a afastar os cidadãos» e «é quase uma provocação chegarmos lá e termos sempre as barreiras, que cada vez estão mais longe», acrescentou.

A partir de agora, «se as pessoas que lá estiverem, quiserem subir as escadas, pois que subam, porque ninguém quer subir para destruir ou para tomar de assalto seja lá o que for. Nós queremos subir para estarmos mais perto e sermos ouvidos de mais perto», esclareceu.

Na quinta-feira no final de um protesto, que juntou elementos da PSP, GNR, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), guardas prisionais, ASAE, Polícia Marítima, Polícia Judiciária e polícias municipais, as barreiras de protecção colocadas em frente à escadaria da Assembleia da República foram derrubadas.

Não foram registados episódios de violência quer da parte dos protestantes, quer dos polícias que garantiam o perímetro de segurança no local, tendo a invasão sido considerada pelo secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CPP) dos Sindicados e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, Paulo Rodrigues, como uma acção simbólica que provou a revolta que se vive no seio das forças de segurança.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

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