PAC é fundamental para apoiar «reconversão» da agricultura, diz Cristas

16 de Dezembro de 2013 15:23

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PAC é fundamental para apoiar «reconversão» da agricultura, diz Cristas

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, congratulou-se hoje com a aprovação final da reforma da Política Agrícola Comum (PAC), um instrumento que considerou "extraordinariamente importante" para apoiar a "reconversão" deste setor em Portugal.

"Estamos agora em plenas condições de executar a PAC, que já provou no passado recente ser extraordinariamente importante e estou convencida que com os resultados positivos que alcançámos para Portugal vai continuar a mostrar a sua relevância", afirmou a governante aos jornalistas em Bruxelas, à margem do Conselho de Agricultura e Pescas.

Assunção Cristas referiu que o setor agrícola em Portugal está a fazer "um esforço muito grande de investimento e de trabalho contínuo", sublinhando os dados mais recentes do Eurostat, que mostram que "o rendimento dos agricultores portugueses cresceu o ano passado 4,5% em termos líquidos quando na média da União Europeia decresceu 1,3%".

"Tudo isto é positivo e explica como é que estes números aparecem neste momento, há um trabalho de fundo, de reconversão de todo o tecido agrícola, muito virado para as exportações e valorização local dos produtos, com cadeias curtas de distribuição", acrescentou.

Os ministros da Agricultura da União Europeia (UE) adotaram hoje formalmente a reforma da PAC, pondo fim a um longo processo negocial que envolveu, pela primeira vez nesta matéria, as três instituições europeias.

Com a luz verde dos 28 estados-membros, a nova PAC irá vigorar entre 2014 e 2020, com um orçamento de 408,31 mil milhões de euros, dos quais 312,73 mil milhões (76,6%) se destinam ao primeiro pilar (pagamentos diretos e organização do mercado e 95,58 mil milhões ao segundo pilar (desenvolvimento rural).

Em preparação desde 2009, a reforma da PAC envolveu, pela primeira vez, o Parlamento Europeu, tendo o eurodeputado socialista Luís Capoulas Santos sido o responsável pelas negociações dos dois principais textos legislativos, incluindo o dos pagamentos diretos.

O Parlamento Europeu aprovou, em novembro, a reforma da PAC com novas regras para o período 2014-2020 e que garante um pacote financeiro de cerca de oito mil milhões de euros a Portugal, menos cerca de 500 milhões de euros face ao quadro comunitário em vigor até fim do ano.

Fonte: dinheirodigital.sapo.pt

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