Papa quer nova Igreja

1 de Dezembro de 2013 1:02

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Papa quer nova Igreja

“É um documento onde o Papa, com o seu estilo próprio, usa uma linguagem directa e forte”, diz o bispo emérito de Lamego, Jacinto Botelho, explicando: “Logo no início, por exemplo, diz que a evangelização tem ser feita com muita alegria e não com cara de funeral”.

A mesma frontalidade é apreciada pelo padre José Morujão, que neste documento de 147 páginas destaca duas ideias: “A necessidade de se alterar os valores da sociedade, acabando com a adoração ao dinheiro, e a de se renovar a Igreja, pedindo mesmo uma reflexão do papel do Papa, como fez Paulo VI”.

Para renovar a Igreja, uma das soluções apontadas pelo sucessor de Bento XVI é a descentralização dos poderes eclesiásticos, dando “maior protagonismo” às conferências episcopais de cada país. “A ideia é que não se deve esperar tudo de Roma e que as conferências episcopais devem ter uma larga margem de actuação”, explica José Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa. Já D. António Sousa Braga, bispo dos Açores, admite no site Ecclesia que, se a mensagem for “tomada a sério pelas igrejas particulares, vai mexer em muita coisa”.

“Não quero uma Igreja preocupada em ser 'o centro' e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos”, escreve o Papa, sublinhando mais à frente a necessidade de se aumentar a responsabilidade dos leigos e de “ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva”.

Fonte: sol.sapo.pt

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