Poiares Maduro culpa impacto da dívida de Sócrates

28 de Fevereiro de 2015 12:53

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Em entrevista aos jornalistas Rosário Lira da Antena 1 e António Costa do Diário Económico, Miguel Poiares Maduro nega que haja subserviência de Portugal à Europa e em concreto à Alemanha, mas garante que pensar como a oposição pensa que a Europa pode dispensar o país do esforço de consolidação orçamental é um erro estratégico.

Poiares Maduro considera que a estratégia de confronto que a Grécia adotou já trouxe custos muito elevados ao país. A Grécia não vai tirar todo o partido do programa que estava a levar a efeito, porque tudo o que tinha conseguido de positivo até agora perdeu nas últimas semanas.

Em relação à ajuda que a Europa pode dar a Portugal num momento de viragem, o ministro considera que mais do que um plano Juncker, o que é necessário é um reforço da capacidade orçamental da zona euro com recursos da zona euro.

Para o ministro a lógica redistributiva é mais viável do que transferências entre Estados-membros e acredita que seja possível faze-lo com neutralidade fiscal.

Quanto aos fundos estruturais e à luta política de António Costa neste domínio, Poiares Maduro revela que, apesar do que o líder do PS tem dito, continuam a existir contactos com o PS e até há propostas socialistas que foram acolhidas.

Relativamente à atribuição dos fundos comunitários, o ministro garante que os programas operacionais com melhores resultados vão receber um reforço de verbas a meio do programa, e por outro lado os gestores públicos que excedam os prazos máximos estabelecidos são automaticamente destituídos.

A RTP foi outro dos assuntos abordados. Poiares Maduro garantiu que o contrato de concessão vai ser assinado numa data próxima ao aniversário da estação pública, em março.

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Fonte: rtp.pt

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