Portuguesas casam com imigrantes por mil a três mil euros

24 de Novembro de 2013 14:10

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Portuguesas casam com imigrantes por mil a três mil euros

«Eles, os das redes, prometem mundos e fundos e caímos que nem umas patinhas se estamos mesmo a precisar. Estava na miséria autêntica», confessou ao DN uma das mulheres envolvida numa rede de casamentos por conveniência ou casamentos brancos, que acabou detida pelos Serviços de Estrangeiros e Fonteiras (SEF).

Para casar com um imigrante ilegal recebeu em troca «dois mil euros» e a garantia de que ninguém da sua «família precisava de saber, que não ia ter problemas com a polícia e que o futuro marido nunca a incomodaria».

Isto «quando uma pessoa está no desespero» é a solução para a falta de trabalho e dívidas, admite.

Os alvos preferenciais destas redes são os bairros periféricos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde encontram portugueses de baixa condições socioeconómica e vulneráveis, solteiras, viúvas, ou divorciadas. Qualquer uma serve desde que tenha um cartão de identidade europeu.

Depois, os cabecilhas dessas redes tratam do resto e acompanham as mulheres aos organismos públicos se for necessária a sua presença para a obtenção dos documentos. Podem ter de viajar para qualquer sítio sem saberem para onde e quem as acompanha.

Mas, muitas vezes, a quantia prometida, que ronda os mil a três mil euros, nem sempre é paga na totalidade, visto que o pagamento é feito em parcelas.

As principais redes organizadas a operar em Portugal tratam de casos com imigrantes provenientes do Paquistão, Índia, Bangladesh, Marrocos, Nepal, mas há também nigerianos, brasileiros, sendo que estes últimos não actuam através de redes organizadas.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

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