Presidente de Mesão Frio "triste" com CCDRN por "criar problemas" em hotel aprovado

16 de Abril de 2018 18:10

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O presidente da Câmara de Mesão Frio disse hoje estar "preocupado" e "triste" por a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte estar a criar "problemas" à construção dum hotel junto ao rio Douro aprovado há dez anos.

"Na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) vê-se uma clara falta de vontade em andar com este projeto para a frente. Isto é que me deixa triste. Os mesmos que há dez anos aprovaram o plano pormenor agora estão a criar problemas à execução desse projeto. Isto não pode ser", declarou à Lusa o presidente da Câmara de Mesão Frio, Alberto Pereira, reagindo com preocupação ao chumbo a um estudo de impacto ambiental (EIA) a um projeto declarado de Interesse Nacional (PIN) no Governo de José Sócrates (PS).

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O Jornal Público divulgou hoje uma notícia intitulada "CCDRN trava hotel de 30 milhões no leito de cheia do rio Douro", onde se lê que aquela entidade "chumbou o EIA de construção de um hotel com 180 quartos propostos por uma sociedade do empresário Mário Ferreira para a margem direita do rio Douro, no concelho de Mesão frio".

O jornal avança ainda que, na perspetiva dos técnicos da Cultura, a obra é, pela sua volumetria, "uma ameaça à classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO".

O autarca considera o empreendimento turístico "como âncora" para o concelho duriense" e afirma que o projeto deveria "ser aprovado", e apenas "condicionado à apresentação dos documentos em falta".

"A minha reação é muito negativa e de grande preocupação. Na comissão de análise houve um empate técnico. É sinal de que as coisas não são tão lineares como parecem", acrescentou.

O autarca recordou ainda que há dez anos a autarquia aprovou o plano de pormenor da Rede, local onde o hotel vai ser construído.

"Parece que estamos aqui a aprovar uma coisa que nunca foi falada. A Câmara tem um plano de pormenor aprovado para ali há dez anos com parecer positivo das mesmas entidades que agora colocam dúvidas, como a CCDRN, Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), a Infraestruturas de Portugal (IP) ou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Segundo o autarca, o projeto "há muito aguardado" vai criar cerca de 200 postos de trabalho "num concelho com 4 mil habitantes e vai "dinamizar a economia local".

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Fonte: ojogo.pt

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