Sócrates diz que as democracias corrigem excessos quando os cometem

24 de Novembro de 2013 12:29

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Sócrates diz que as democracias corrigem excessos quando os cometem

José Sócrates falava no sábado à noite, no Porto, durante a apresentação do seu livro "A Confiança no Mundo, Sobre a Tortura em Democracia", sessão que contou com muitos nomes da família socialista, entre os quais o ex-presidente da Câmara do Porto Fernando Gomes, o líder da bancada parlamentar do PS, Alberto Martins, o vereador da autarquia portuense Manuel Pizarro, a ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas e ainda nomes como Francisco Assis, Renato Sampaio e José Lello.

"As democracias mesmo quando cometem excessos, corrigem esses excessos. E os abusos são sempre cometidos nos momentos de aflição, nos momentos de pânico, sempre em nome de um suposto interesse geral, de um suposto interesse de segurança, sempre num momento de exceção", defendeu.

Na opinião do ex-primeiro-ministro - cujo livro foi apresentado pelo psiquiatra Júlio Machado Vaz - "a melhor resposta para um momento de exceção faz-se numa leitura antes da exceção".

"Infelizmente, os Estados Unidos não têm uma Constituição que preveja uma excecionalidade. A nossa tem um sistema excecional. Esse regime de exceção constitucional está previsto na própria Constituição. Isto é, a democracia incorporou já a exceção dentro do direito", disse.

No entanto, na opinião de José Sócrates, "em matéria de direitos humanos, que são o sustentáculo da democracia, não deve haver exceções".

Fonte: jn.pt

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