Valorização do bitcoin bate R$ 2.200 em novembro

27 de Novembro de 2013 17:49

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Valorização do bitcoin bate R$ 2.200 em novembro

A moeda virtual que pode transformar a maneira como enxergamos e utilizamos o dinheiro está se valorizando cada vez mais. O bitcoin, criado em 2009, vem ganhando popularidade entre os brasileiros e chegou a valer, na cotação de 21 de novembro, R$ 1.829,99. Em dólares, um bitcoin valia US$ 727,9 (cotação de 21 de novembro) e em euros, bateu 530. Mas a cotação pode variar de minuto a minuto.

As diferentes cotações da moeda são calculadas pela demanda e oferta. A cotação vigente é o último preço em que a moeda foi transacionada, e o preço não pode supervalorizar, pois depende da demanda. “O investidor pode vender os bitcoins pelo preço que desejar, se houver alguém que compre”, explica o sócio do site e também operador do mercado financeiro, Rodrigo Batista. Mas as variações tendem a se estabilizar com o aumento dos usuários da moeda. “Neste mês de novembro, a moeda chegou a bater R$ 2.200 por um bitcoin. Hoje, está valendo R$ 1.809. A valorização da moeda funciona basicamente em função da quantidade de pessoas que conhecem a tecnologia e a usam. A tendência é que se estabilizem”.

Para o professor de economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Pedro Garcia Duarte, é muito mais difícil prever a oscilação do bitcoin, justamente porque ele não tem um cenário econômico atrelado a sua valorização. “O que se observou nos últimos tempos é uma enorme explosão do preço do bitcoin. Mas ele também pode despencar a qualquer momento dependendo do cenário. Existe o mercado ilegal, por exemplo, que pode desvalorizá-lo”.

A moeda utiliza um código criptografado que identifica o usuário na rede (mas não seus dados pessoais) e impede que os bitcoins sejam utilizados mais de uma vez. As transferências entre os usuários são feitas por meio do peer-to-peer (p2p), em que a moeda é transferida diretamente do computador do comprador para o do vendedor, sem o intermédio de bancos ou sistemas de pagamento. O bitcoin, portanto, não precisa de um órgão para controlar suas cotações, e por isso é possível fazer compras em sites estrangeiros sem taxas.

Segurança

Batista argumenta que o software em que é gerada a moeda é seguro, pois utiliza a tecnologia opensource. “Ele é um software que não é controlado por uma pessoa ou uma empresa, mas sim por vários programadores do mundo inteiro e qualquer alteração deve surgir de um consenso entre todos eles. É difícil que haja alguma falha inconsertável ou fraude que ninguém fique sabendo”. A distribuição das moedas é calculada por algoritmos. Até 2033, quando a produção irá terminar, terão sido criados 21 milhões de bitcoins. Atualmente, são criadas 25 moedas a cada 10 minutos.

No exterior, a moeda começa a ser reconhecida. O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke, reconheceu o potencial da moeda para transações na internet, em uma carta enviada ao Senado dos Estados Unidos. No Canadá, foi inaugurado, em outubro, o primeiro caixa eletrônico de bitcoins. Por aqui o sistema ainda é novo, mas alguns estabelecimentos já começaram a aceitar a moeda, como o bar e bicicletaria Las Magrelas, em São Paulo, e o Caracol Hostel, em Florianópolis (SC). Pela internet, já é possível comprar livros, roupas e jogos com a moeda. Uma lista de onde o bitcoin é aceito pode ser encontrada no site http://www.bitcoinclassifieds.net/.

Existem diversas maneiras de se obter o bitcoin. Uma delas é a compra por meio do site Mercado Bitcoin, que funciona como uma casa de câmbio. Basta se cadastrar no site e fazer um depósito em reais (o mínimo é R$ 50), onde é possível comprar frações de bitcoins. Também é possível obter moedas a partir da mineração (processo de descriptografar as transações para aprová-las). A principal vantagem da moeda apontada por Duarte é que ela permite transações entre pessoas geograficamente distintas e de países com leis diferentes. “A troca é feita de maneira menos custosa do que a convencional, pois não são cobradas taxas”.

Fonte: economia.terra.com.br

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