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Os melhores destinos: Já cá estão e há sempre um por descobrir

23 de Junho de 2018 20:56
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Os melhores destinos: Já cá estão e há sempre um por descobrir

De norte a sul e nas ilhas, o encanto das paisagens, tão distintas quanto únicas, é um desafio e tanto para os próprios portugueses. Haverá alguém que afirme conhecer todos os recantos do seu país?

Na Região Centro, no interior, tem à sua espera maciços montanhosos e aldeias tradicionais. Junto ao mar, povoações piscatórias e praias cosmopolitas. E por todo o lado, o património milenar exibe a história da região. Alguns destes lugares têm tanta importância para a Humanidade que foram incluídos pela UNESCO na sua lista, como é o caso dos Mosteiros de Alcobaça e da Batalha, do Convento de Cristo em Tomar e da Universidade de Coimbra. Mas há outros com características únicas, como por exemplo as Aldeias Históricas e as vilas de casas brancas, como Óbidos, um tesouro entre muralhas. E as cidades, onde a modernidade se alia à tradição: Coimbra, Aveiro, Viseu, Guarda e Castelo Branco. Das montanhas, destaca-se a Serra da Estrela ou as Serras da Lousã, Açor e Caramulo. Quanto às praias, fluviais enquadradas por florestas, ou de mar aberto e batido no litoral atlântico, são também spots bem conhecidos dos surfistas de todo o mundo, que encontram ondas perfeitas em Peniche e, mesmo gigantescas, na Nazaré.

Em Lisboa, capital de Portugal e polo duma região multifacetada que apela a diferentes gostos e sentidos, pode percorrer a quadrícula de ruas da Baixa pombalina que se abre ao Tejo na Praça do Comércio e, seguindo o rio, conhecer a zona monumental de Belém com monumentos do Património Mundial, bairros medievais, e também zonas de lazer mais recentes ou contemporâneas, como o Parque das Nações ou as Docas.

Já pela estrada marginal vamos conhecer praias e estâncias balneares que combinam villas e hotéis do início do séc. XX com marinas, esplanadas e modernos equipamentos desportivos, com particular destaque para o golfe e a náutica de recreio. Seguindo a costa vamos encontrar spots de surf de renome mundial, mas também os palácios espalhados pela paisagem cultural de Sintra, Património Mundial.

Rumo ao Sul, terá duas paragens. No Alentejo, as planícies a perder de vista começam a desenrolar-se junto ao Tejo. Se ao norte o ritmo é marcado pelo verde da campina, mais para sul a paisagem combina com sol, calor e um ritmo compassado. A força da terra marca o tempo e cidades como Elvas, classificada Património Mundial pela Unesco, mostram a tenacidade das gentes. E também bastará conhecer Évora para perceber por que razão foi há muito classificada Património Mundial: do templo romano e algumas igrejas como a de S. Francisco com a célebre Capela dos Ossos, até à catedral que marca a memória e identidade como todas as outras do Alentejo, em Santarém, Portalegre, Elvas e Beja. Memórias do passado são também o que perdura nas antigas judiarias, especialmente em Castelo de Vide. Já no Campo Branco de Castro Verde podemos combinar passeios com a observação de aves e, aproveitar o que oferecem as barragens como o Alqueva.

O Algarve é a paragem a Sul que se segue. Areais a perder de vista, limitados por falésias douradas, ilhas quase desertas que marcam a fronteira entre a Ria Formosa e o mar, ou baías pequenas, aconchegadas pelas rochas. O oceano em todos os tons de azul, quase sempre calmo e cálido, convida a banhos prolongados e à prática de desportos náuticos. Há ainda a serra, onde as pessoas vivem em harmonia com a Natureza e as cidades. Silves conserva vestígios do passado árabe e Lagos da época dos Descobrimentos. Mais cosmopolitas, Portimão e Albufeira vivem cheias de animação. Faro é a porta de entrada da região e Tavira uma montra da arquitetura tradicional. Para relaxar, existem campos de golfe premiados internacionalmente ou vários tipos de tratamentos nos spas e centros de talassoterapia e nas Termas de Monchique. Existem ainda os trilhos para seguir a pé ou de bicicleta que dão a conhecer a Via Algarviana pelo interior, ou a Rota Vicentina, por um dos trechos de costa mais bem preservados da Europa.

No arquipélago dos Açores, a Oriente, na ilha de Santa Maria, as praias são quentes e de areia clara, e os vinhedos que cobrem as encostas em anfiteatro lembram escadarias para gigantes. São Miguel, a maior ilha, encanta com as suas Lagoas das Sete Cidades e do Fogo. A força que a terra emana sente-se nos gêiseres, nas águas termais quentes e nos lagos vulcânicos, bem como no saboroso “Cozido das Furnas” lentamente cozinhado no interior da terra. No Grupo Central, as Ilhas Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Graciosa dispõem-se harmoniosamente no mar azul por onde baleias e golfinhos espreitam fazendo as delícias dos visitantes. Terceira fala de história em Angra do Heroísmo, classificada Património Mundial, e também nas suas festas. Faial é o fresco azul das hortênsias, a marina colorida pelas pinturas dos iatistas vindos de todo o mundo e o vulcão dos Capelinhos que, já extinto, lembra uma paisagem lunar. Em frente, o Pico, a montanha que nasce do mar com os seus vinhedos plantados em negros campos de lava. Em São Jorge, o destaque vai para as Fajãs e para o seu queijo, especialidade única e de sabor inconfundível. Graciosa de nome e de aparência, esta ilha verde tem campos cobertos de vinhas que contrastam com os seus peculiares moinhos de vento. Já no grupo Ocidental, na Ilha das Flores, deslumbra a beleza das cascatas naturais e de lagoas escavadas por vulcões. Corvo, a ilha miniatura, tem no centro uma ampla e bela caldeira e atrai várias espécies de aves.

Na Madeira, a ilha de Porto Santo, em particular, é o local ideal para fugir ao stress e fazer um programa de talassoterapia. Ou umas férias de praia combinadas com umas partidas de golfe. As festividades ao longo do ano são ocasiões para apreciar os sabores tradicionais da gastronomia e ver a Madeira em festa, com destaque para os desfiles de Carnaval, a Festa da Flor, o Festival Atlântico e, sobretudo, o fogo-de-artifício do fim de ano.

Fonte: jornaleconomico.sapo.pt

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