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Memorial das vítimas: homenagem a quem morreu na tragédia de Pedrógão Grande

24 de Julho de 2017 19:37
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Natural da Graça, era emigrante em França e estava em Portugal para ver a casa de família. A mulher, Felismina, foi acolhida pela vizinha e ainda se encontra hospitalizada na Unidade de Queimados do Hospital Universitário de Coimbra. O casal fugiu de carro e embateu noutro automóvel.

Eliana e António eram casados e trabalhavam numa fábrica de têxteis. Nelson era irmão de António, e Paulo era um amigo da família. Fugiram de carro, que se despistou à saída da aldeia de Sarzedas de São Pedro. Foram encontrados fora do carro, sem queimaduras, com o cão a poucos metros.

Casal de moradores da Moita. A casa ficou devastada e o filho, serralheiro, tentou salvar os pais, mas já não conseguiu passar pela estrada. Quando os encontrou, estavam mortos por asfixia.

Tinham uma casa em Sarzedas de São Pedro, onde iam a cada 15 dias, e tinham uma criação de abelhas. Fugiram de carro e foram apanhados pelo fogo.

Avó e neta, viviam em Nodeirinho, fugiram com a mãe da criança, Gina, e o filho desta. Tiveram um acidente de automóvel à saída da aldeia. Gina e o rapaz salvaram-se, mas ainda não conseguiram voltar para a casa e estão a viver em Pedrógão Grande.

Cega, deslocava-se com 
dificuldade e recusou-se 
a sair de casa quando o fogo avançou sobre a aldeia de Balsa.

O casal vivia na Pontinha, em Odivelas, e tinha ido passar o fim de semana a Pedrógão Grande, com a mãe de Eduardo, que sobreviveu. O casal foi apanhado pelo fogo e deixou dois filhos, um com 20 anos e outro com 24.

A família de nove pessoas juntou-se nas Várzeas, junto a Pedrógão Grande. Fausto era engenheiro reformado da CUF e estava casado com Lucília Simões, professora. Com eles estava o filho de Fausto, Fernando Rui, o filho, Luís Fernando, e a companheira de Fernando, Ana Boleo Tomé. Estava ainda o filho de Lucília, Miguel Costa, advogado, a mulher, Ana Mafalda Lacerda, arquiteta, e os dois filhos, Joaquim e António. A família fugiu de casa quando o fogo se aproximou e morreram na estrada EN 236-1. A casa não ardeu e a mesa foi encontrada posta para o jantar.

Vivia em Ramalho, Vila Facaia, e morreu em casa. Optou por não sair e fugir das chamas, 
apesar dos conselhos dos vizinhos.

Natural dos Campelos, 
em Vila Facaia, cantava 
no coro da igreja. Não se conhece qualquer informação sobre 
a sua morte.

O bombeiro herói, como ficou conhecido. O carro de bombeiros em que seguia teve um acidente que cortou a circulação. Morreu 
na sequência das queimaduras, 
no hospital de Coimbra, dois dias 
após o incêndio. Ao seu funeral compareceram o Presidente, 
o primeiro-ministro e vários membros do Governo. Vivia 
em Castanheira de Pera, 
tinha um restaurante 
e deixou um filho de 11 anos.

Os quatro morreram no carro 
na EN 236-1, a fugir do fogo. Ricardo, que trabalhava numa fábrica de lanifícios, estava 
com a namorada, Ana Henriques, 
a mãe, Fátima Carvalho, 
e o padrasto, Jaime Mendes. 
A família vivia em Pobrais, 
Vila Facaia.

O casal vivia na Bobadela, Loures, 
e tinha ido no sábado para 
uma casa da família, em Vila 
Facaia, de onde José Maria 
era natural. Morreram na 
EN 236-1 quando fugiam do fogo.

Natural de Ramalho, Vila Facaia, onde vivia. Morreu quando 
fugia de carro. A mulher, Amélia Pires, não ia com ele. Sobreviveu.

Manuel era natural de Góis 
e Maria Cipriana de Serpa. 
O casal vivia na Amadora 
e tinha ido a um almoço em Góis naquele dia. Morreu encurralado 
pelo fogo na estrada EN 236-1 quando tentava regressar a casa.

O casal tinha ido a Sarzedas 
de São Pedro passar o fim de semana com familiares. 
Morreram os dois mesmo à saída da aldeia, quando tentavam fugir, depois de o carro capotar.

Habitantes de Sarzedas de São Pedro, Helena e José levaram no carro a vizinha Anabela Carvalho, cujo marido se salvou por ficar num tanque.

O tio, madeireiro, e o sobrinho saíram de casa para tentar 
salvar as máquinas de trabalho. Mário também queria ver 
a mãe, em Nodeirinho, 
e o rapaz tentava evitar 
que um camião ardesse. 
Morreram na estrada EN 236-1.

Manuel e Aurora tinham casa em Pobrais, mas viviam em Monte Abraão, Queluz. Foram à aldeia nesse fim de semana com o filho, Fernando, e a nora, Arminda, que viviam em Benfica, Lisboa. Iam estrear a casa remodelada. Morreram a fugir do fogo, 
na EN 236-1.

Sara era instrutora de ioga e estava casada há quase um ano com o filho de Luísa, que era cunhada de Vasco Rosa. Ele vivia na Ericeira, ela era de Lisboa. Sara vivia em Adega, Figueiró dos Vinhos, e era amiga de Sara Costa, outra vítima. As três foram encontradas junto do veículo em que tentaram fugir. Vasco foi encontrado, sem queimaduras, mais afastado, caído no chão.

Morreu queimada, por baixo da autocaravana em que tentava fugir de Nodeirinho. Deixou um filho de sete anos, que está a ser educado pela irmã, Ana Catarina Costa. O Presidente da República está a acompanhar este caso pessoalmente.

Natural de Figueiró dos Vinhos, era filho de um funcionário na câmara municipal. Não se conhece informação sobre a sua morte.

O casal e os dois filhos viviam em Sacavém. Lígia era funcionária do IKEA, Sérgio trabalhava na Unilever. Tinham ido à Praia das Rocas, um complexo balnear em Castanheira de Pera. Morreram dentro do carro na EN 236-1.

Rodrigo era sobrinho de Sidnel e estava na casa do tio, em Nodeirinho, enquanto os pais estavam em lua de mel. Sidnel estava casado há três anos 
com Ana Sofia. Iam num carro 
e ficaram encurralados numa árvore, depois de bater noutro carro, à saída da aldeia.

Mãe e filhas, iam no carro, atrás do automóvel de Mário Pinhal, marido de Susana e pai das adolescentes, que com ele levava os pais e uma tia. Tinham uma casa em Várzeas 
e estavam a passar o fim 
de semana na zona. Viviam
 na Póvoa de Santa Iria.

Vivia sozinho, com o apoio de instituições locais, e foi encontrado morto, dentro de casa, em Pobrais, o corpo só foi retirado dos escombros da habitação na segunda-feira, dia 19.

Não está na lista oficial de 64 mortos por não ser considerada vítima direta. Viúva, vivia sozinha na localidade da Senhora da Piedade, mesmo ao pé da capela. Conhecida como a Tia Alzira, morreu atropelada e, segundo a GNR informou os familiares, o autor do atropelamento já terá sido identificado. Alzira fugiu para ir ter com as vizinhas, levava com ela uma lanterna, o telemóvel e o dinheiro. A casa ficou intacta.

Fonte: expresso.sapo.pt

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