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Menina iraquiana regressa a casa após três anos refém do Estado Islâmico

17 de Junho de 2017 0:55
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Menina iraquiana regressa a casa após três anos refém do Estado Islâmico

"É um verdadeiro milagre ela ter voltado viva”, afirma Catarina Martins, da Fundação à Igreja que Sofre.

O reencontro com a família aconteceu há oito dias, no campo de refugiados de Ashti, onde vivem muitos dos cristãos obrigados a fugir de casa, explica à Renascença Catarina Martins, da Fundação à Igreja que Sofre.

“Quando recebeu a filha a mãe disse que era um milagre, mas ao mesmo tempo ficou assustada, porque já nem conseguia bem reconhecer a filha. Passaram três anos e a menina já tem seis anos. É uma idade em que as crianças mudam muito. A partir de agora, será também um desafio, mas queremos acreditar e vamos continuar junto destes refugiados para que o futuro seja risonho, dentro do possível, e que corra tudo bem, que esta família tenha finalmente a paz que merece.”

Catarina Martins viveu o drama da família de Cristina em 2015 quando visitou o Iraque. Foi aí que conheceu Aida, a mãe da menina que agora tem seis anos.

“Trago dentro de mim o seu rosto marcado pela dor, o desespero, a ausência de brilho nos olhos, uma pessoa que se via que estava completamente perdida. Receber a notícia do Iraque, de que esta mãe conseguiu, ao fim de três anos, ter a sua menina nos braços, eu imagino que ela está a viver uma alegria imensa”, diz a directora da Fundação à Igreja que Sofre.

Catarina Martins, que divulgou o caso de Cristina em 2015, recorda a convicção da família em como seria possível o reencontro.

“A mãe dizia-me sempre: ‘eu tenho a certeza que Deus vai-me trazer um dia a minha menina’. Ela não desistiu. Sabemos que o pai todos os dias rezou o terço a Deus para que a menina voltasse. É um verdadeiro milagre ela ter voltado viva”, afirma a directora da Fundação à Igreja que Sofre.

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Fonte: rr.sapo.pt

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