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Merkel, Hollande e Renzi reúnem-se para discutir futuro europeu pós-Brexit

21 de Agosto de 2016 18:37
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Merkel, Hollande e Renzi reúnem-se para discutir futuro europeu pós-Brexit

Matteo Renzi, primeiro-ministro italiano, prepara-se para receber esta segunda-feira a chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente francês François Hollande. O objetivo do encontro, que decorrerá numa pequena ilha na costa oeste da Itália, é discutir o futuro da Europa e analisar a saída do Reino Unido.

Em declarações ao “The Guardian”, uma fonte diplomática não identificada disse que a intenção dos três líderes é “mostrar a união dos três maiores países da UE, mas não criar um clube específico”, e acrescentou que se trata de um encontro de preparação para a cimeira europeia que terá lugar em Bratislava, a 16 de setembro.

O primeiro-ministro de Itália irá receber Merkel e Hollande na ilha de Ventotene, escolhida pelo próprio Renzi pelo seu significado simbólico: foi lá que Ernesto Rossi e Altiero Spinelli, dois intelectuais italianos perseguidos pelo regime fascista italiano, escreveram o célebre “Manifesto de Ventotene”, apelando à formação de uma federação europeia. Inicialmente intitulado “Por uma Europa Livre e Unida”, este manifesto foi um dos primeiros documentos a preconizar a adoção de uma constituição europeia. O objetivo seria interligar os Estados europeus de tal modo que se tornasse impossível a deflagração de outra guerra.

O encontro, o segundo entre os três líderes (o primeiro foi a 27 de junho, cinco dias após o referendo), acontece a três semanas da cimeira europeia em Bratislava, que marca o arranque das discussões sobre o futuro da União Europeia, já sem a presença do Reino Unido.

Renzi, Hollande e Merkel têm opiniões diferentes sobre o rumo que a Europa deve tomar para tentar conter o cada vez maior número de vozes eurocéticas dentro da UE. Bruxelas, em particular, teme que se venha a verificar o chamado efeito-dominó, em que outras capitais europeias, seguindo o exemplo do Reino Unido, exigem igualmente apresentar referendos às suas populações. A Holanda é, atualmente, o caso mais preocupante. Embora tenha sido descredibilizado no Parlamento, Geert Wilders, líder do Partido para a Liberdade, que se encontra bem posicionado para as próximas eleições na Holanda, continua a defender de forma acérrima a saída do país da União.

Os três representantes têm também perspetivas diferentes em relação à forma como deve ser impulsionado o crescimento europeu. O primeiro-ministro italiano e o Presidente francês concordam que é necessário mais investimento. A chanceler alemã, por outro lado, está sobretudo preocupada com a preservação da integridade da UE e não quer aliviar as regras a que estão sujeitos os Estados-membros.

Fonte: expresso.sapo.pt

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