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Nova falha de segurança faz Google+ encerrar quatro meses mais cedo

10 de Dezembro de 2018 19:50
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Perto de 53 milhões de pessoas poderão ter o seu nome, morada, idade e ocupação expostas a programadores, mesmo que tivessem definido esses dados como privados.

Uma nova falha de segurança no Google +, uma rede social criada pela empresa em 2011, está a obrigar a tecnológica a encerrá-la mais cedo que o esperado. O Google+ vai deixar de estar acessível em Abril de 2019, quatro meses mais cedo do que aquilo que estava inicialmente previsto.

Apesar de a utilização da rede social ser quase nula há anos, muitos utilizadores ainda têm informação disponível em contas que não apagaram. O mais recente problema de segurança, divulgado esta segunda-feira, está a afectar 52,5 milhões de utilizadores, que poderão ter o seu nome, morada, idade e ocupação expostas a programadores de fora do Google, mesmo que tivessem definido esses dados como privados.

Não é a primeira vez que acontece. Em Outubro, a empresa admitiu que um problema de 2015, que apenas foi descoberto em 2018, expôs dados privados de cerca de 500 mil utilizadores aos programadores de 438 aplicações externas.

O problema recente demorou menos a ser descoberto: surgiu com actualizações feitas no dia 7 de Novembro, mas foi encontrado e corrigido seis dias mais tarde. Para garantir a segurança dos utilizadores, o Google diz que vai antecipar o encerramento da rede social.

“Com a descoberta deste novo problema, decidimos acelerar o encerramento de todas as interfaces de aplicações do Google+”, lê-se no comunicado, assinado pelo vice-director de projectos da empresa, David Thacker.

Os programadores que criam conteúdo para o Google+ deixarão de ter acesso à plataforma nos próximos 90 dias, embora Thacker reforce que “não há provas que os programadores tenham abusado do acesso" e que o problema não afecta "informação financeira, números de identificação nacional, palavras-passe ou outros dados usados para fraude de identidade."

O Google está agora a notificar as pessoas afectadas pelo problema. “Percebemos que a nossa capacidade de criar produtos que protegem os dados [dos nossos utilizadores] é o que promove a confiança dos utilizadores”, conclui Thacker.

Fonte: publico.pt

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