Receba atualizações de notícias ao minuto sobre os temas mais quentes com a NewsHub. Instale já.

Nuno Cardoso é o próximo director do Teatro Nacional São João

2 de Outubro de 2018 11:39
31 0

O responsável da companhia Ao Cabo Teatro e ex-director do Teatro Carlos Alberto sucede a Nuno Carinhas, cuja encenação de Otelo, de Shakespeare, está actualmente em cena no palco do São João.

O encenador e actor Nuno Cardoso vai ser o próximo director artístico do Teatro Nacional São João (TNSJ), substituindo Nuno Carinhas, que actualmente tem em cena a sua encenação de Otelo, de Shakespeare, estreada na passada sexta-feira, e que em Dezembro dirigirá também Uma Noite no Futuro, um espectáculo concebido a partir de textos de Gil Vicente e de Samuel Beckett.

Director artístico da companhia Ao Cabo Teatro, Nuno Cardoso regressa assim ao TNSJ, onde encenou, durante a direcção de Ricardo Pais, espectáculos como O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind (2004) ou Woyzeck, de Georg Büchner (2005).

Director artístico do Auditório Nacional Carlos Alberto de 1998 a 2003, Cardoso mantém a função quando a sala passa a integrar, nesse ano, a estrutura do teatro nacional portuense. Permanecerá no cargo até 2007, quando abandona a equipa do TNSJ.

Nascido em 1970 em Canas de Senhorim, iniciou o seu percurso no Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC) e foi um dos fundadores, em 1994, no Porto, da companhia Visões Úteis, onde encenou As Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira, Casa de Mulheres, de Dacia Mariani, ou Porto Monocromático, uma co-produção com o TNSJ que marca, em 1997, o início de uma longa colaboração com o teatro que agora vai dirigir.

Sexto Sentido (1999), de Regina Guimarães, Abel Neves, António Cabrita e Francisco Mangas, Antes dos Lagartos (2001), de Pedro Eiras, Pas-de-Cinq+1 (1999), de Mauricio Kagel, Paysage Choisi (1999), a partir de textos de Federico García Lorca, De Miragem em Miragem Se Fez a Viagem (2000), de Carlos J. Pessoa, Antígona (2001), de Sófocles, Plasticina (2006), de Vassili Sigarev, Ricardo II (2007), de Shakespeare, Platónov (2008), A Gaivota (2010) e As Três Irmãs (2011), de Tchékhov, Medida por Medida (2012), de Shakespeare, A Visita da Velha Senhora (2013), de Friedrich Dürrenmatt, Coriolano (2014), de Shakespeare, Britânico (2015), de Jean Racine, O Misantropo (2016), de Moliére, ou Timão de Atenas, de Shakespeare, apresentado já este ano no Teatro Rivoli, são, além dos já referidos, alguns dos muitos espectáculos que encenou, ao mesmo tempo que foi subindo regularmente aos palcos enquanto actor.

Notícia corrigida para precisar que Nuno Carinhas só se despedirá do TNSJ em Dezembro com a produção Uma Noite no Futuro.

Fonte: publico.pt

Partilhe nas redes sociais:

Comentários - 0