Receba atualizações de notícias ao minuto sobre os temas mais quentes com a NewsHub. Instale já.

Nuno não correu riscos e os dragões titulares lá resolveram a coisa

15 de Outubro de 2016 22:21
6 0

O FC Porto passou à quarta eliminatória da Taça de Portugal, eliminando o Gafanha no Municipal de Aveiro (3-0) perante uns interessantes sete mil espetadores. O finalista derrotado da última edição fez um jogo com seriedade perante um adversário interessante, apesar de pertencer ao terceiro escalão - a equipa aveirense lidera a Série D do Campeonato de Portugal.

Estranhamente ou talvez não, Nuno Espírito Santo usou quase a sua equipa titular (tirando José Sá, Boly e veremos se Diogo Jota), talvez pensando que o seguro morreu de velho e que se calhar, com os melhores, até ganhava o jogo cedo e o resto era treino com árbitro e público. Mas a primeira parte só rendeu um golo e uma exibição fraquinha, porque há o outro lado destas coisas: a motivação. Que não era muita, apesar de os jogadores terem feito um jogo sério. Depois a meio da segunda metade colocou um ataque novo, com Corona, Depoitre e Brahimi, os quais acabaram por resolver as coisas.

O Gafanha mostrou que em Portugal se sabe jogar futebol, mesmo no terceiro escalão, até porque tinha gente (Nadson, Renan, Gonçalo Bem-Haja - que mostrou ser um defesa direito bem interessante) que sabe bem o que é o futebol. O clube tem planos para chegar à I Liga em cinco anos, veremos se o consegue, mas Aveiro (e Ílhavo, no caso) precisa bem de um clube profissional. E se o Beira-Mar não chega lá, alguém vai ocupar o lugar.

No FC Porto notou-se um Otávio diferente, com mais liberdade de movimentos, partindo da esquerda mas aparecendo muito no meio, variando a sua intervenção tática no jogo, criando outros problemas aos adversários. Mas ainda está verde, apesar de ter marcado o primeiro golo aos 32", num lance de contra-ataque iniciado por Herrera, continuado por Maxi na esquerda e finalizado pelo brasileiro depois de passar dois adversários e com um remate de pé direito. O único canto do Gafanha deu golo para o FC Porto. De resto, o maior problema dos dragões - além da boa réplica do Gafanha - é que Herrera continua a ser um jogador que nunca se sabe se vai conseguir passar bem a bola, mesmo que seja a dois metros. É impressionante como é capaz de no mesmo lance fazer coisas magníficas e outras que parecem de juvenil.

Num estádio com bastantes espetadores, o FC Porto ensaiou primeiro uma espécie de 4-4-2 com Otávio livre atrás dos pontas-de--lança Jota e André Silva e depois um 4-3-3, em que se notou como Brahimi ainda está longe da confiança e que Depoitre está igualmente naquela fase em que a bola sai sempre para o lado errado. Ou é ele, claro. Estas coisas acontecem nestas mudanças de país, mas o rapaz esforça-se e é melhor do que muitos dizem. E pode ser útil, como aconteceu no terceiro golo, o primeiro pelo FC Porto, sobre o minuto 90 a passe de Corona, cabeceando o belga ao segundo poste.

Claro que a partir do 2-0 - Corona à boca da baliza depois de um canto, a dar até a ideia de poder estar em posição irregular - o campo era a subir para os homens que jogavam em casa e que ainda alimentavam a ideia de marcar. Na primeira parte tiveram duas boas oportunidades num livre e numa boa jogada de Renan que Mino falhou à boca da baliza (talvez em fora-de-jogo). Mas é uma equipa organizada, com jogadores brasileiros que lhe dão um toque de pimenta e de saber. Defendeu quando teve de defender, mas também atacou enquanto teve forças para isso perante um candidato ao título da I Liga a jogar com quase todos os seus melhores jogadores.

Fonte: dn.pt

Partilhe nas redes sociais:

Comentários - 0