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Parlamento Europeu aperta cerco à Hungria

12 de Setembro de 2018 13:35
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Parlamento Europeu aperta cerco à Hungria

Com 448 votos a favor e 197 contra, além de 48 abstenções, os deputados europeus aprovaram a instauração de um procedimento disciplinar à Hungria, que poderá acarretar a suspensão dos direitos de voto do país.

Esta foi a primeira vez que o Parlamento Europeu invocou o artigo 7º do Tratado da União Europeia. Em dezembro passado, a Comissão Europeia invocou o mesmo artigo para iniciar procedimentos semelhantes contra a Polónia, com Varsóvia a não se deixar intimidar.

A Comissão do PE acusa o executivo húngaro, liderado pelo primeiro ministro Viktor Orbán, de implementar reformas que puseram fim à independência do setor judiciário, dos media e de académicos, além de perseguir organizações não-governamentais e encerrar fronteiras a imigrantes.

Os críticos de Orbán sustentam que nenhum protesto formal ou informal por parte dos países membros da UE e das próprias instituições fez recuar aquilo que é olhado como o crescente autoritarismo húngaro.

Budapeste já reagiu ao voto desta quarta-feira, referindo que este foi a "vingança mesquinha" dos "pró-imigração" contra a Hungria.

O ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros, Peter Szijjarto, acrescentou que a Hungria irá contestar legalmente a votação já que os votos da abstenção não contaram e isso afetou os resultados.

Viktor Orbán defendeu-se ontem no plenário reunido em Estrasburgo, prometendo resistir à "chantagem" da UE.

"O relatório é uma violação dos acordos realizados há anos. Se podem fazer isto e se podem romper estes acordos, para que serve fazer acordos com qualquer instituição europeia", argumentou. "O que vocês estão aqui a fazer é uma bofetada na União e no diálogo construtivo".

"Cada nação, cada estado-membro tem o direito a organizar a vida no seu próprio país", acrescentou.

"Erguemos uma barreira. Detivemos imigrantes ilegais - centenas e milhares deles. Defendemos a Hungria e defendemos a a Europa," referiu ainda. "Este é o primeiro caso na História da Europa em que uma comunidade condena as suas próprias fronteiras".

"Com todo o respeito, mas muito firmemente, tenho de rejeitar as ameaças, a chantagem, a difamação, da parte de forças que apoiam os imigrantes e migrantes contra a Hungria e contra o povo húngaro. Tenho de dizer que, seja qual for a vossa decisão, a Hungria não irá ceder a esta chantagem. A Hungria irá proteger as suas fronteiras, deter a imigração ilegal e defender os seus direitos".

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Fonte: rtp.pt

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