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Sócrates irá votar sem escolta policial

2 de Outubro de 2015 20:21
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A defesa do ex-primeiro-ministro José Sócrates disse nesta sexta-feira à agência Lusa que o antigo governante socialista irá votar "sem escolta policial". Uma fonte da esquadra das Olaias, responsável por assegurar a vigilância da casa onde Sócrates está em prisão domiciliária, confirmou ao PÚBLICO que as indicações existentes, neste momento, são para deixar sair o antigo governante, sem qualquer acompanhamento. No entanto, a PSP ainda poderá optar por acompanhar a deslocação à distância, de forma discreta e através de agentes à paisana.

Contactado pelo PÚBLICO, o porta-voz da PSP, Paulo Flor, disse não dispor de qualquer informação sobre esta questão.

A defesa adiantou à Lusa que "o juiz [do Tribunal Central de Instrução Criminal] em lado nenhum determinou que haveria lugar a escolta policial" para no domingo acompanhar José Sócrates até à secção de voto, em Lisboa.

Há dias, a juíza-presidente da Comarca de Lisboa, Amélia Almeida, confirmou ao PÚBLICO que os despachos do mesmo juiz de instrução a autorizar a saída de Ricardo Salgado e de Armando Vara para votarem no domingo não incluíam qualquer referência ao eventual acompanhamento policial. “No despacho apenas se diz que os arguidos exercerão o direito de voto de acordo com a lei eleitoral”, adiantou a magistrada, admitindo que tal não significa que não haverá qualquer tipo de vigilância.

Parece ser claro, neste momento, que Sócrates não irá deslocar-se à assembleia de voto numa viatura policial, mas pelos seus próprios meios.

O advogado de José Sócrates disse à agência Lusa que, "por questões de dignidade pessoal" e "para não condicionar o acto eleitoral", o ex-primeiro ministro jamais votaria "com escolta policial".

"O engenheiro José Sócrates nunca aceitaria votar, como várias vezes o disse, com escolta policial por razões de dignidade pessoal e para não condicionar o acto eleitoral", disse João Araújo em declarações à Lusa. "Essa escolta [policial] não existirá", acrescentou.

José Sócrates foi detido a 21 de Novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para acto ilícito, tendo ficado preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora. A medida de coacção foi alterada para prisão domiciliária, com vigilância policial, a 4 de Setembro.

Fonte: publico.pt

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