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Se Parlamento britânico "olhar serenamente vai perceber que não há melhor acordo", diz Marcelo

25 de Novembro de 2018 23:35
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Para o Presidente da República, o entendimento aprovado este domingo pelo Conselho Europeu é o "melhor acordo possível para a Europa e para o Reino Unido".

O Presidente da República disse este domingo estar convencido que, se o Parlamento britânico "olhar serenamente", vai perceber que não há melhor acordo que aquele que foi alcançado para a saída do Reino Unido da União Europeia.

"Eu estou convencido que o Parlamento britânico se olhar serenamente para o acordo percebe que é para ele, Parlamento britânico e para o Reino Unido, o melhor acordo possível, não há outro acordo melhor que este a que se chegou", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado lembrou que "maioritariamente a opinião pública britânica está cheia de dúvidas sobre a ideia de saída", pelo que espera que perceba o esforço feito pela União Europeia para "pôr à vontade o governo britânico perante o parlamento".

"Não há dois acordos. É este acordo que tem que ser aprovado, não há renegociações permanentes, possíveis, sucessivas e, depois, é o melhor acordo possível para a Europa e para o Reino Unido", acrescentou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, que falava à margem da cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, no Porto, este é um acordo que salvaguarda o essencial, nomeadamente para os portugueses que vivem no Reino Unido.

"Este acordo não só protege os portugueses que vivem no Reino Unido, os britânicos que vivem em Portugal, as relações económicas, comerciais, financeiras existentes como permite irmos mais longe paralelamente porque, mesmo com o Reino Unido fora da Europa, nada impede que Portugal possa ir mais longe, cultivando a amizade e uma relação que é muita antiga e que tem séculos e séculos e que se deve projectar no futuro", sustentou.

Ainda assim, o Presidente da República considerou que este é um dia "triste" para a União Europeia.

"É uma tristeza vermos sair da União Europeia um país que é o nosso mais antigo aliado. Mas, é um abrir de caminhos de esperança, porque se entenderam os 27 estados membros remanescentes, porque têm vontade de continuar o mesmo caminho para os mesmos objectivos", referiu.

Recusando especular sobre um possível "chumbo" do texto por parte do Parlamento britânico, António Costa esclareceu que "não há plano B, nem C" e que o acordo de saída aprovado este domingo unanimemente pelo Conselho Europeu é "indiscutível".

Já primeira-ministra britânica, Theresa May, disse esperar que o Parlamento vote o "bom acordo" alcançado ainda antes do Natal e depois de um "debate crucial", reiterando as palavras do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de que este é o único acordo possível.

Os chefes de Estado e de Governo dos 27 validaram este domingo o acordo de saída do Reino Unido da UE e a declaração política da relação futura entre as partes.

O Reino Unido é o primeiro país a sair do bloco comunitário desde a sua fundação, instituída pelo Tratado de Roma em 1957, tendo sido também o primeiro a juntar-se aos seis fundadores, em 1973.

O acordo de saída, negociado durante 21 meses entre Londres e Bruxelas, deve ainda ser ratificado pelo Parlamento Europeu e, sobretudo, pelo Parlamento britânico — os deputados, que deverão votar o acordo em Dezembro estão maioritariamente contra — antes de entrar em vigor em 30 de Março de 2019, um dia depois da saída do Reino Unido da UE.

Fonte: publico.pt

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