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Seleção: 27 anos depois, Gonçalo quer imitar o pai Domingos

14 de Novembro de 2017 0:57
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Seleção: 27 anos depois, Gonçalo quer imitar o pai Domingos

Ex-avançado fez o primeiro golo por Portugal contra os EUA em 1990

19 de dezembro de 1990, Estádio dr. Vieira de Carvalho, na Maia. Portugal defronta pela terceira vez a seleção dos Estados Unidos da América e vence por 1-0. O golo é de Domingos Paciência, logo aos 8 minutos de um particular com muito frio, bancadas cinzentas e pouco para contar.

27 anos depois, o filho Gonçalo está nos eleitos de Fernando Santos e tem tudo para se estrear pela Seleção A. Se marcar um golo nesta primeira internacionalização, o atacante do V. Setúbal - mas vinculado ao FC Porto até 2019 - repete o feito do pai, também num jogo de caráter amigável.

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Nesse jogo contra os EUA, Domingo faz apenas a segunda presença na Seleção A. O menino goleador do FC Porto faz 14 minutos contra Angola em março de 89, ainda no reinado do selecionador Juca, e tem de esperar 21 meses até voltar a ter uma oportunidade, já com Artur Jorge aos comandos.

Domingos Paciência acaba a carreira com 34 internacionalizações/9 golos pela Seleção Nacional, com o ponto mais alto a surgir na chamada ao Euro-96. O último jogo é contra Moçambique, em agosto de 1998, pela mão de Humberto Coelho e no início da caminhada para o Euro-2000.

Com 29 anos, Domingos antecipa bastante o final da ligação à seleção. Em choque com o selecionador da altura, como explica em recente entrevista ao Observador.

No debute pela Seleção A, Domingos tem 20 anos, 2 meses e 27 dias de idade. Gonçalo já não vai a tempo de bater esta marca. Se jogar contra os EUA em Leiria, o jogador do FC Porto terá 23 anos, 3 meses e 13 dias.

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PORTUGAL: Silvino (Vítor Baía, 46'); João Pinto, Venâncio, Fernando Couto e Leal; Vítor Paneira (Jorge Couto, 67'), André, Semedo e Paulo Futre; Rui Barros e Domingos (Nelo, 67').

EUA: Tony Meola; Marcelo Balboa, Peter Vermes, Robin Fraser (Chris Anderson, 46), Jimmy Banks, Paul Caligiuri, Troy Dayak, Earnie Stewart, Dominic Kinnear, Tab Ramos e Desmond Armstrong.

Se Fernando Santos colocar Gonçalo em campo contra os EUA, a família Paciência será a sexta a unir pais e filhos pelos laços da Seleção A. Apenas a sexta.

Em junho de 1959, Raul Figueiredo, atleta do Belenenses, estreia-se pela equipa das quinas. 32 anos depois do pai, também Raul.

A dupla seguinte é de respeito. Muito respeito. José Águas consegue 25 internacionalizações/11 golos de 1952 a 1962; Rui Águas, o filho, supera o número de presenças do pai (31) mas não o de golos (10).

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As duas gerações Morato têm um pecúlio mais discreto. O pai, António, veste apenas por uma vez o manto sagrado em 1961. O filho, homónimo, vai um pouco mais longe: 6 internacionalizações entre 1985 e 1988 e presença nos convocados do selecionador José Torres para o México-86 - nunca sai do banco de suplentes.

Em outubro de 2007, Miguel Veloso é lançado por Luiz Felipe Scolari e inicia um trajeto importante na Seleção Nacional: 56 jogos/3 golos e presença em dois Europeus e dois Mundiais. António Veloso, o pai, apresenta também credenciais de relevo: 40 jogos de 1981 a 1994.

Finalmente, a família André. António André, inesquecível médio de Varzim e FC Porto - campeão da Europa pelos dragões em 1987 - totaliza 20 internacionalizações/1 golo e a presença no Campeonato do Mundo de 1986. O filho, André André, tem ainda muito a fazer se quiser igualar o pai: 4 presenças na Seleção A.

Domingos e Gonçalo Paciência podem juntar os respetivos nomes a este grupo de elite, muito restrito. A opção está nas mãos de Fernando Santos.

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Fonte: maisfutebol.iol.pt

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