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Trump bate com a porta ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

20 de Junho de 2018 7:54
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Trump bate com a porta ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

Coube à embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, oficializar nas últimas horas a retirada dos Estados Unidos do Conselho dos Direitos Humanos da organização. O argumento de base é o de que este órgão é “hipócrita”.

A representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas surgiu ao lado do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, para tornar oficial um cenário que começou a ser aventado há um ano - quando a Administração Trump, pela voz de Nikki Halley, começou a condicionar a permanência no Conselho dos Direitos Humanos a “reformas essenciais”.

Nikki Haley e Mike Pompeo esforçaram-se por afiançar que os Estados Unidos não deixarão de ser um farol dos Direitos Humanos.

“Tomamos esta medida porque o nosso compromisso não nos permite continuar a fazer parte de uma organização hipócrita e que serve interesses próprios, que faz dos Direitos Humanos um assunto de anedota”, atirou.

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“Durante demasiado tempo, o Conselho dos Direitos Humanos protegeu os autores de violações dos Direitos Humanos e foi uma fossa de preconceitos políticos”, reforçou a embaixadora.

Os Estados Unidos, afirmaria ainda a diplomata norte-americana, “regressarão com satisfação” ao Conselho, mas apenas se houver “mudanças”.

Questionado na antecâmara da declaração de Nikki Haley, o porta-voz das Nações Unidas Stéphane Dujarric, quis sublinhar que o secretário-geral da organização, António Guterres, “é um adepto fervoroso da arquitetura dos Direitos Humanos na ONU e na participação ativa de todos os Estados nesta arquitetura”.

O anúncio confiado a Haley teve lugar, de resto, na sequência de duras críticas do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, que avaliou como “inadmissível” e “cruel” o que está a acontecer na fronteira meridional dos Estados Unidos.

No entanto, quer a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas quer o secretário de Estado trataram de enfatizar que a decisão está relacionada com o que a Administração Trump considera ser a ausência de reformas no Conselho dos Direitos Humanos.

“Infelizmente, é agora claro que o nosso apelo a reformas não foi ouvido”, lamentou-se Nikki Haley.

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Fonte: rtp.pt

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